A crescente busca por conveniência e otimização do tempo impulsiona a expansão dos minimercados autônomos. Esses estabelecimentos, que operam sem a necessidade de funcionários e oferecem uma experiência de compra digital, ganham espaço como solução prática para o dia a dia em condomínios e empresas.
“As pessoas hoje buscam otimizar o tempo de todas as formas, encurtando distâncias”, afirma Leonardo de Ana, cofundador e CEO de uma rede de mercados autônomos. Ele destaca que o formato 24 horas resolve rapidamente necessidades cotidianas, oferecendo preços similares aos do comércio de rua em ambientes seguros.
O setor apresenta um notável crescimento. Dados indicam que mercados em condomínios lideraram as aberturas no setor supermercadista em São Paulo, representando mais da metade das novas lojas em 2024.
Para empreendedores, minimercados autônomos representam uma oportunidade com baixo investimento inicial e alta escalabilidade. A tecnologia e o monitoramento remoto facilitam a gestão de múltiplas unidades. Uma loja de porte médio, em um ambiente com 120 a 150 residências ou 100 funcionários, pode faturar em média R$ 14,2 mil por mês.
Uma das redes do setor, criada em 2020, possui mais de 1.800 lojas inauguradas em mais de 310 cidades, atendendo condomínios, empresas, coworkings, academias, instituições de ensino e hotéis. A empresa oferece um sistema de gestão online, aplicativo de compras, totem de autoatendimento e travas de segurança, além de treinamentos e suporte para os empreendedores.
Marcel de Castro Faria, 48 anos, possui três lojas no estado, duas em Niterói e uma no Rio de Janeiro. Ele afirma ter conhecido o modelo de negócio durante a pandemia e decidiu empreender para obter uma renda extra. Marcel destaca o atendimento, a estrutura, a tecnologia, os treinamentos e o custo-benefício da rede de minimercados autônomos que escolheu.
As unidades de Marcel geram um retorno financeiro anual de R$ 400 mil, com a venda de mais de 5 mil itens. O verão é o período de maior movimento, impulsionado pelas festas de fim de ano, férias escolares e Carnaval. “O modelo de licenciamento foi uma forma de aprender o know-how do negócio com uma empresa que já possuía essa expertise a um custo relativamente baixo”, declara Marcel.
Fonte: riodasostrasjornal.blogspot.com