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Anvisa determina recolhimento de molho de tomate suspeito de conter vidro

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, na quarta-feira (7), o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro. A decisão afeta a comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo deste lote específico, suspenso devido a um alerta do sistema europeu RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed), que indicou a presença de pedaços de vidro no produto. A medida visa garantir a segurança dos consumidores e prevenir riscos à saúde.

Motivos do recolhimento

O recolhimento do molho de tomate se deu após um alerta internacional que levantou preocupações sobre a contaminação do produto. O RASFF, responsável por monitorar a segurança alimentar na Europa, emitiu um comunicado informando que o lote importado para o Brasil continha fragmentos de vidro, representando um risco significativo para a saúde dos consumidores. A Anvisa agiu prontamente para suspender a venda e a distribuição do produto, evitando possíveis acidentes.

Outros produtos sob fiscalização

Além do molho de tomate, a Anvisa também determinou o recolhimento de outros produtos, incluindo o suplemento Neovite Visão, da Bausch Lomb, e suplementos da Ervas Brasil Indústria Ltda. O Neovite Visão teve os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072 suspensos devido a irregularidades identificadas pela empresa. A Anvisa destacou que os lotes continham ingredientes não permitidos, como Capsicum annuum L., e que a concentração de Caramelo IV excedia os limites estabelecidos.

Irregularidades nos suplementos

A Anvisa informou que o uso de Capsicum annuum L. como fonte de zeaxantina em suplementos alimentares não é autorizado. Além disso, a quantidade elevada de Caramelo IV nos produtos violou as diretrizes de segurança alimentar. A empresa Bausch Lomb, ao perceber as irregularidades, optou por realizar um recolhimento voluntário dos lotes, demonstrando um compromisso com a segurança do consumidor.

Ações contra a Ervas Brasil Indústria Ltda.

Os suplementos de Vitamina C Sucupira com Unha de Gato e o Suplemento Alimentar Colesterol, da Ervas Brasil, também estão sob fiscalização. A Anvisa determinou que esses produtos não podem ser comercializados ou consumidos, uma vez que a empresa não possuía licença sanitária nem alvará de funcionamento. Além disso, foram identificadas práticas irregulares de divulgação, onde a empresa associava seus produtos a benefícios terapêuticos sem comprovação científica.

Consequências para a saúde

A presença de ingredientes não autorizados e a falta de regulamentação adequada podem representar riscos severos à saúde dos consumidores. A Anvisa tem como prioridade proteger a população, e ações como essas são essenciais para garantir que produtos alimentícios e suplementos estejam em conformidade com as normas de segurança. O órgão destaca a importância de os consumidores ficarem atentos a alertas e recalls, de modo a evitar a ingestão de produtos potencialmente perigosos.

Contexto geral

O recolhimento de produtos alimentícios e suplementos é uma prática comum e necessária para a manutenção da saúde pública. A Anvisa atua constantemente para fiscalizar e garantir a segurança dos produtos disponíveis no mercado. A identificação de irregularidades, como a presença de vidro em alimentos ou o uso de ingredientes não autorizados, reforça a importância da vigilância sanitária e a responsabilidade das empresas em assegurar a qualidade de seus produtos. A colaboração entre órgãos de saúde e consumidores é fundamental para prevenir riscos e promover a saúde coletiva.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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