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MPRJ solicita inclusão de ex-CEO da Hurb na lista vermelha da Interpol

G1

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu, na última sexta-feira, a inclusão de João Ricardo Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, na lista vermelha da Interpol. A solicitação ocorre em meio a uma sequência de eventos que resultaram em uma ordem de prisão preventiva contra Mendes, acusado de descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. Desde o dia 7 de setembro, o empresário está foragido após ter tentado embarcar em um voo com um documento falso e com sua tornozeleira eletrônica descarregada, o que levantou preocupações sobre sua conduta e segurança pública.

Prisão preventiva e descumprimento de medidas cautelares

O juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal, foi quem determinou a prisão de Mendes, ressaltando falhas no cumprimento do monitoramento da tornozeleira eletrônica. O magistrado apontou que o relatório da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) indicava várias violações cometidas pelo réu. Mendes foi flagrado tentando embarcar em um voo em Jericoacoara, Ceará, utilizando um documento falso e com a tornozeleira descarregada, o que constitui um descumprimento grave das condições de sua liberdade provisória concedida em agosto de 2025.

Tentativa de embarque com documento falso

A situação se agravou quando Mendes foi abordado por funcionários de uma companhia aérea e pela segurança do aeroporto, que desconfiaram da validade do documento apresentado. A verificação revelou a falsificação, levando à sua autuação por uso de documento falso e à detenção na Delegacia Regional de Acaraú. Na audiência de custódia, realizada no dia seguinte, Mendes conseguiu a liberdade provisória, com a defesa argumentando sobre a necessidade de cuidados médicos.

Histórico de crimes e medidas cautelares

João Ricardo Mendes, conhecido por seu papel na Hurb durante a crise que resultou no cancelamento de inúmeras viagens, já possui um histórico criminal. Em abril de 2025, ele foi preso em flagrante por furtos de obras de arte de um hotel na Barra da Tijuca e de itens de um escritório de arquitetura. As acusações incluíram furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, levando a uma prisão preventiva que durou cerca de três meses antes de Mendes ser liberado sob medidas cautelares.

Medidas impostas pela Justiça

As condições de sua liberdade incluíam o uso de monitoramento eletrônico, a proibição de deixar o Rio de Janeiro sem autorização judicial e a entrega do passaporte. Além disso, foi instaurado um incidente para avaliar possíveis questões de saúde mental do empresário, o que gerou debate sobre sua capacidade de seguir as orientações judiciais.

Reação da defesa e próximos passos

A defesa de Mendes, por sua vez, contestou as alegações de descumprimento, afirmando que o empresário não havia violado as condições de sua liberdade, já que não ultrapassou o limite de 30 dias fora do estado do Rio de Janeiro sem notificação ao Judiciário. O advogado Vicente Ramos Donnici defendeu que Mendes tinha viajado ao Ceará em 29 de dezembro e que não havia evidências de que a tornozeleira eletrônica estava de fato desligada por sua ação intencional.

Defesa se prepara para recurso

Diante da nova ordem de prisão, a defesa anunciou a intenção de recorrer da decisão, considerando a decretação de nova prisão como descabida. O advogado de Mendes argumentou que a situação se baseava em interpretações errôneas das ações do empresário, prometendo levar o caso a instâncias superiores para contestar a legalidade das medidas impostas.

A situação do ex-CEO da Hurb destaca a complexidade dos processos judiciais envolvendo medidas cautelares e a vigilância de indivíduos com histórico criminal. A inclusão de Mendes na lista vermelha da Interpol, caso aprovada, pode complicar ainda mais sua situação legal, tornando sua localização e captura uma prioridade para as autoridades internacionais.

Fonte: https://g1.globo.com

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