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Defensoria vistoria UPA em São Pedro da Aldeia após incidente com criança

G1

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro realizou na última quinta-feira uma vistoria na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pediátrica de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. A inspeção teve como objetivo investigar o atendimento prestado a uma criança que sofreu uma fratura no braço e teve o membro imobilizado de maneira improvisada com papelão. O incidente gerou forte repercussão nas mídias sociais, especialmente após a divulgação de imagens do atendimento.

Contexto do incidente

O caso que motivou a vistoria ocorreu na segunda-feira, quando a criança se acidentou enquanto andava de skate no Centro da cidade. Após a queda, ela foi socorrida por uma viatura da Polícia Militar e levada à UPA, onde foi submetida a um exame de raio-x que confirmou a fratura no braço. No entanto, segundo relatos dos familiares, o atendimento na unidade de saúde foi marcado por falhas significativas.

Atendimento inadequado

Os familiares da criança informaram que, no momento do atendimento, não havia um médico ortopedista disponível, nem os materiais adequados para realizar o engessamento da fratura. Como resultado, os profissionais da UPA improvisaram uma tala utilizando papelão para imobilizar o braço da criança. Após esse atendimento, a criança recebeu alta, mas a situação levantou preocupações sobre a qualidade do atendimento médico na unidade.

A resposta da Defensoria Pública

A Defensoria Pública avaliou que o procedimento adotado pela UPA não seguiu os protocolos assistenciais estabelecidos. Foi determinado que a criança deveria ter sido encaminhada imediatamente ao Hospital Estadual Roberto Chabô, em Araruama, que é referência em ortopedia na região, para receber uma avaliação e tratamento adequado. Somente no dia seguinte o atendimento foi considerado definitivo, quando a criança foi levada ao pronto-socorro do município e o braço foi devidamente engessado.

Condições da UPA

Durante a vistoria, a direção da UPA reconheceu que o atendimento prestado à criança não atendeu aos protocolos estabelecidos. Além disso, a unidade informou que o caso será objeto de análise por comissões internas de revisão de prontuário e de ética médica. A direção também mencionou a necessidade de reforçar a capacitação da equipe de saúde para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.

Avaliação da infraestrutura da unidade

Apesar das falhas no atendimento, a Defensoria Pública avaliou que as condições físicas e assistenciais da UPA eram, em geral, satisfatórias. A unidade apresentava limpeza adequada, acessibilidade para os pacientes e um bom abastecimento de insumos e medicamentos. Essa avaliação positiva não diminui a gravidade do ocorrido, mas indica que a estrutura da unidade pode ter potencial para melhorar os serviços prestados.

Próximos passos

Após a vistoria, a Defensoria Pública enviou ofícios com questionamentos à Fundação Saúde e à direção da UPA, aguardando respostas sobre as providências a serem tomadas em relação ao caso. Até o momento, o Governo do Estado, responsável pela administração da UPA, ainda não se manifestou oficialmente sobre a vistoria e os eventos que levaram a essa inspeção.

Fonte: https://g1.globo.com

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