Uma tempestade de gelo e neve afetou cerca de dois terços do território dos Estados Unidos, resultando no pior dia para o setor aéreo desde o início da pandemia de COVID-19. Neste domingo, mais de 11 mil voos foram cancelados e 17 mil enfrentaram atrasos significativos. O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, confirmou que a situação deve se agravar na segunda-feira, com a previsão de mais 2.600 cancelamentos adicionais. A combinação de condições meteorológicas severas e a incapacidade das companhias aéreas de reacomodar os passageiros gerou um caos sem precedentes.
Impacto sobre o setor aéreo
As operações aéreas foram severamente comprometidas, com o secretário Duffy destacando a dificuldade em normalizar a malha aérea em um curto espaço de tempo. Ele mencionou que o sistema aéreo não possui margem de manobra para lidar com a reacomodação de passageiros após um evento de tal magnitude. As companhias aéreas estão enfrentando um represamento massivo de viajantes, o que torna o cenário ainda mais desafiador.
Cancelamentos e atrasos
Os números do caos aéreo são alarmantes. No total, mais de 38% da programação nacional foi cancelada, com aeroportos como LaGuardia, JFK, Newark e Filadélfia registrando mais de 80% de cancelamentos. O Aeroporto Nacional Reagan, em Washington, superou os 90%. As principais companhias aéreas também foram afetadas, com a American Airlines cancelando 1.790 voos, representando 55% de sua frota. Delta Air Lines e Southwest Airlines também tiveram cancelamentos elevados, com 1.470 e 1.340 voos cancelados, respectivamente.
Desafios nas estradas
A tempestade não afetou apenas os voos, mas também paralisou o transporte terrestre em várias regiões. Estados como Nova Jersey, Pensilvânia e Connecticut fecharam rodovias para o transporte comercial e implementaram restrições significativas. No total, 17 estados adotaram medidas, incluindo o fechamento de faixas para a passagem de limpa-neves e a redução dos limites de velocidade, visando garantir a segurança nas estradas.
Previsões meteorológicas
O Serviço Meteorológico Nacional emitiu alertas severos, informando que a tempestade de neve e chuva congelante pode impactar até 180 milhões de pessoas, ou seja, mais da metade da população dos EUA. As previsões indicam que a tempestade está se movendo do Sul para o Nordeste, com acúmulo de neve variando entre 30 e 60 centímetros nas áreas entre Washington, Nova York e Boston.
Expectativas para os próximos dias
A recuperação do setor aéreo deve ser lenta, com a expectativa de que as temperaturas baixas persistam. Enquanto o Sul e o Sudoeste do país devem experimentar uma melhora nas condições climáticas entre terça e quarta-feira, o Meio-Oeste e o Norte somente verão um aumento nas temperaturas no final da semana. O gelo acumulado nas pistas continua sendo o principal desafio para o restabelecimento das operações normais nos aeroportos.
Cuidado com os abusos
Duffy enfatizou a importância de os consumidores ficarem atentos a possíveis abusos por parte das companhias aéreas. Ele alertou que algumas empresas podem estar especulando com os preços das passagens durante esta crise, o que pode resultar em custos mais altos para os passageiros. A situação exige vigilância e prudência por parte dos viajantes.
A tempestade de gelo destaca a vulnerabilidade do sistema de transporte aéreo e terrestre dos Estados Unidos diante de eventos meteorológicos extremos. As dificuldades enfrentadas pelos passageiros e pelas companhias aéreas refletem a necessidade de um planejamento mais robusto para situações de crise e a importância de medidas preventivas para minimizar o impacto de desastres naturais no futuro.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br