Moradores de Niterói expressam preocupação com o abandono e o aumento da violência nas imediações da Caserna General Castrioto, onde está previsto o Museu Treme-Terra, dedicado à história da Polícia Militar. Anunciada em abril de 2025, a reforma do espaço, que terá um custo estimado em R$ 15 milhões, ainda não foi iniciada, e há relatos de ocupações irregulares por pessoas em situação de rua no local. Essa situação alarmante gerou descontentamento entre os residentes da área, que clamam por uma solução rápida e eficaz para restaurar o espaço e garantir a segurança na vizinhança.
Projeto do museu e investimentos
O projeto do Museu Treme-Terra foi formalizado através de um convênio entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Niterói, assinado em 15 de abril pelo prefeito Rodrigo Neves e pelo comandante-geral da Polícia Militar, Marcelo de Menezes. O investimento total previsto para a reforma é de R$ 15 milhões, sendo R$ 11 milhões de responsabilidade da prefeitura e R$ 4 milhões da corporação. Entretanto, quase dez meses após a formalização, a Polícia Militar informou em nota que o projeto está em fase de cálculos, sob a supervisão de engenheiros da prefeitura.
Responsabilidade sobre a obra
Em resposta às críticas, o governo municipal esclareceu que a responsabilidade pelo local é do Governo do Estado. A Empresa Municipal de Obras Públicas (Emop) está realizando intervenções no espaço, enquanto a Prefeitura de Niterói se comprometeu a apoiar a execução do projeto, visando acelerar a restauração do prédio, que se encontra deteriorado há seis anos. Essa troca de responsabilidades gerou frustração entre os moradores, que desejam ver ações concretas para resolver a situação.
Histórico da Caserna General Castrioto
A Caserna General Castrioto tem uma rica história que remonta a 1835, quando foi criada a Guarda Policial da Província do Rio, após a separação da cidade do Rio de Janeiro da província homônima. Com Niterói sendo elevada a capital provincial, a Guarda passou a ser sediada na caserna, localizada na Rua Feliciano Sodré, no Centro. Ao longo dos anos, a corporação participou de eventos significativos da história do Brasil, como a Guerra do Paraguai e a Revolta da Vacina, além de ter sido um importante ponto estratégico durante mudanças políticas, como o Golpe de 1930.
A caserna e sua evolução
Em 1975, após a fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio, a Caserna General Castrioto passou a abrigar o 4º Comando de Policiamento de Área (CPA). A preservação do local como um museu visa não apenas resgatar a memória da Polícia Militar, mas também revitalizar uma área que, segundo os moradores, está em estado de abandono, o que tem gerado insegurança e violência ao seu redor.
Aumento da violência na região
As denúncias de abandono e insegurança na área em torno da Caserna General Castrioto têm afetado os moradores de maneira significativa. A Polícia Militar informou que, em resposta a essas preocupações, o comando do 4º CPA implementou em 2025 um reforço no policiamento através do Regime Adicional de Serviço (RAS), com o objetivo de aumentar a sensação de segurança na região central, incluindo as áreas adjacentes à caserna.
Policiamento e segurança
A corporação destacou que o 12º Batalhão de Polícia Militar (Niterói) mantém um policiamento regular na região, que conta com equipes de rádio patrulha e moto-patrulha, além do projeto Segurança Presente. Segundo informações da polícia, houve apenas um roubo a transeunte registrado nos últimos três meses, próximo a um terminal rodoviário, o que sugere uma tentativa de controlar a criminalidade na área. No entanto, os moradores continuam a exigir ações mais efetivas para garantir a segurança e a revitalização do espaço.
Fonte: https://temporealrj.com