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Bronzeamento artificial e os riscos à saúde

Redação

A busca por um bronzeado perfeito para o verão ainda leva muitas pessoas a recorrerem ao bronzeamento artificial, uma prática considerada perigosa e proibida no Brasil desde 2009. Apesar das advertências sobre os riscos à saúde, incluindo câncer de pele e envelhecimento precoce, muitos ainda se sentem atraídos por esse método. As advertências da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) se tornam cada vez mais relevantes, à medida que a prática persiste irregularmente, especialmente em períodos de alta demanda estética, como o verão e o pré-Carnaval. Neste artigo, exploraremos os riscos associados ao bronzeamento artificial e alternativas seguras para quem deseja um visual radiante sem comprometer a saúde.

Os riscos do bronzeamento artificial

O bronzeamento artificial, realizado em câmaras que emitem radiação ultravioleta, não é apenas uma questão de estética, mas uma questão de saúde pública. A radiação emitida por esses dispositivos é classificada como carcinogênica, ou seja, pode causar câncer de pele. O alerta da SES-RJ é claro: "Não existe bronzeamento artificial seguro. O bronzeado é uma resposta do organismo a uma agressão". Os efeitos nocivos podem não ser imediatos, mas os danos ao DNA da pele podem se manifestar anos depois, resultando em câncer.

Câncer de pele e envelhecimento precoce

Além do câncer de pele, que inclui o melanoma, o bronzeamento artificial está ligado ao envelhecimento precoce da pele. Os usuários podem enfrentar uma série de problemas dermatológicos, como manchas, rugas profundas, queimaduras e lesões oculares. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e do DataSUS indicam que, entre 2019 e 2025, mais de 15 mil novos casos de câncer de pele foram registrados no estado do Rio de Janeiro, muitos dos quais podem ser atribuídos à exposição excessiva a radiação ultravioleta ao longo da vida.

A persistência da prática proibida

Apesar da proibição nacional estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2009, a prática de bronzeamento artificial continua a ser oferecida de forma clandestina. Durante o verão, a demanda aumenta, e muitos estabelecimentos disfarçam seus serviços sob nomes como "bronzeamento seguro" ou "terapia de luz", promovendo-os principalmente através de redes sociais. Isso levanta um alerta sobre a legalidade e a segurança desses serviços.

Fiscalização e denúncias

A Vigilância Sanitária desempenha um papel crucial na supervisão desses serviços. No Rio de Janeiro, as vigilâncias sanitárias municipais são responsáveis pela fiscalização, enquanto a vigilância estadual oferece suporte em operações de maior abrangência. A população pode colaborar denunciando práticas irregulares através da Ouvidoria da SES-RJ, que permite a inclusão de provas, como prints de anúncios em redes sociais.

Alternativas seguras ao bronzeamento artificial

Para aqueles que desejam aproveitar o verão com autoestima, existem opções seguras que não comprometem a saúde. Alternativas como autobronzeadores, bronzeamento a jato (sem radiação ultravioleta), e maquiagem corporal estão disponíveis. Além disso, aqueles que optam pela exposição ao sol devem utilizar fotoproteção adequada e escolher horários em que a radiação solar é menos intensa, garantindo uma experiência mais saudável.

A importância do cuidado com a pele

A mensagem principal é que a marquinha ideal não deve vir à custa da saúde a longo prazo. A superintendente da SES-RJ enfatiza que cuidar da pele é uma escolha que impactará a saúde por toda a vida. A conscientização sobre os riscos do bronzeamento artificial é essencial para que a população tome decisões informadas sobre sua saúde e bem-estar.

Fonte: https://riodasostrasjornal.blogspot.com

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