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PCC lidera plano de roubo a banco no Uruguai

Gazeta Brasil

A Polícia uruguaia confirmou a participação de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma facção criminosa brasileira, em uma tentativa de roubo a um banco localizado no centro histórico de Montevidéu. A investigação, que se intensificou após informações da Interpol e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), revela uma operação que vai além do tráfico de drogas, mostrando a complexidade das atividades do PCC no exterior. A apuração começou em setembro de 2025 e, desde então, as autoridades têm trabalhado para desmantelar a organização criminosa que planejava um roubo audacioso usando um túnel.

Início das investigações

As investigações tiveram início em setembro de 2025, quando uma denúncia anônima apontou um suposto ponto de venda de drogas em Neptunia, um balneário no departamento de Canelones, a cerca de 30 quilômetros do centro financeiro de Montevidéu. Inicialmente, as apurações eram focadas no tráfico de drogas, mas conforme os investigadores avançavam, descobriram um imóvel alugado no centro histórico da cidade, de onde um túnel estava sendo escavado com o objetivo de invadir uma instituição financeira.

Desdobramentos da investigação

Em dezembro, novas informações sobre um possível ataque a um banco foram recebidas, permitindo que as autoridades ligassem duas investigações que avançavam em paralelo. Recentemente, a Justiça uruguaia indiciou 11 pessoas envolvidas na operação, incluindo quatro brasileiros, dois paraguaios e cinco uruguaios, com prisão preventiva decretada para todos. Entre os indiciados, dois foram acusados de tráfico de drogas, enquanto outros dois enfrentam acusações por porte ilegal de armas e munições. Os demais respondem por associação criminosa e tentativa de furto qualificado.

Identificação dos criminosos

A emissora Telemundo reportou que as identidades de dois dos brasileiros envolvidos foram cruzadas com bases de dados da Interpol e da Abin, confirmando sua vinculação ao PCC. Esta facção é uma das mais influentes no Brasil, com atividades que se estendem internacionalmente e um histórico de crimes de grande escala. As investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis envolvidos na trama.

Métodos e antecedentes dos envolvidos

As autoridades já haviam recebido alertas da Abin em dezembro sobre planos do PCC para atacar um banco no Uruguai, utilizando diversas estratégias, incluindo a construção de túneis. A polícia também está examinando a participação de criminosos locais na operação. Os supostos líderes uruguaios têm antecedentes por tráfico de drogas, sendo um deles identificado como Jorge Fulco, que era monitorado desde 2012. Fulco era frequentemente visto se deslocando entre Neptunia e o centro histórico de Montevidéu, onde o imóvel utilizado na escavação do túnel estava localizado.

Histórico de ações do PCC

O modus operandi observado na tentativa de roubo em Montevidéu reflete ações anteriores atribuídas ao PCC, que frequentemente aluga imóveis próximos a alvos e utiliza túneis para acessar caixas-fortes e cofres. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em 2005, quando a facção roubou aproximadamente US$ 60 milhões do Banco Central em Fortaleza, escavando um túnel de 200 metros. Em 2017, um plano semelhante foi frustrado em São Paulo, demonstrando a continuidade e a audácia dos métodos empregados pela organização criminosa.

As investigações em curso não apenas revelam a expansão das atividades do PCC para além das fronteiras brasileiras, mas também ressaltam a necessidade de uma colaboração mais estreita entre as forças de segurança dos países envolvidos. À medida que as investigações avançam, as autoridades esperam desmantelar essa rede criminosa e prevenir futuros ataques a instituições financeiras no Uruguai.

Fonte: https://gazetabrasil.com.br

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