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Operação Taxação 2: Polícia Civil desarticula “provedor do tráfico” que lucrava até R$ 150 mil por mês

Criminosos sabotavam redes legais e obrigavam moradores de Cachoeiras de Macacu e Itaboraí a contratar serviço clandestino de internet

Criminosos sabotavam redes legais e obrigavam moradores de Cachoeiras de Macacu e Itaboraí a contratar serviço clandestino de internet

A Polícia Civil deflagrou, nesta semana, a Operação Taxação 2, uma ação estratégica para asfixiar o braço financeiro de uma facção criminosa que atuava na Região Serrana e no Leste Fluminense. O esquema consistia na exploração clandestina de serviços de internet, utilizando o monopólio da força para extorquir comerciantes e moradores.

Segundo as investigações coordenadas pela 159ª DP (Cachoeiras de Macacu), o grupo utilizava táticas de guerra: sabotavam as redes de empresas legalizadas e, por meio de ameaças e intimidação, forçavam a população a assinar o serviço oferecido pelo tráfico ao custo médio de R$ 100 mensais.

Estrutura de Médio Porte Apreendida

A ofensiva ocorreu simultaneamente em Japuíba (Cachoeiras de Macacu), Sambaetiba, Centro e na comunidade Reta Velha, em Itaboraí. O que mais impressionou os agentes foi o nível de profissionalismo da rede ilegal. Foi localizada uma estrutura completa de provedor, equivalente a empresas de médio porte.

O material apreendido inclui:

  • Rack de grande porte e servidores;
  • Switches e três Olts (Gpon);
  • Distribuidores ópticos e farto cabeamento;
  • Sistema de energia e câmeras de monitoramento.

A estimativa dos investigadores é que o esquema gerasse uma arrecadação mensal entre R$ 50 mil e R$ 150 mil, dependendo do número de “assinantes” forçados. Esse montante era direcionado diretamente para financiar o tráfico de drogas e a compra de armamentos para a facção.

Força Tarefa e Continuidade

A Operação Taxação 2 contou com um forte aparato policial, envolvendo o 4º Departamento de Polícia de Área (DPA), a Core (unidade de elite) e diversas delegacias da Baixada Litorânea e do Leste Fluminense.

A Polícia Civil ressalta que o foco agora é a análise do material recolhido e a identificação de todos os envolvidos, incluindo os responsáveis técnicos pela instalação da rede. O objetivo é impedir que o grupo tente retomar o serviço e garantir que a população recupere a liberdade de escolha sobre quais serviços contratar em suas residências.

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