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Governo intensifica combate à coqueluche na TI Yanomami

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O Governo Federal está intensificando as ações de saúde na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, devido ao aumento alarmante de casos de coqueluche entre crianças. O Ministério da Saúde reuniu uma equipe emergencial para prestar atendimento na base polo de Surucucu, onde foram registrados oito casos da doença e três óbitos. A medida, divulgada na última quarta-feira (18), reflete a preocupação das autoridades com a saúde indígena e busca conter a propagação da infecção respiratória bacteriana, que se caracteriza por crises de tosse seca.

Ações emergenciais do Ministério da Saúde

Na última segunda-feira (16), uma equipe do Ministério da Saúde chegou à TI Yanomami, acompanhada por especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS. Esses profissionais têm experiência na contenção de surtos de doenças infecciosas e atuarão em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami. A equipe já estava realizando coletas de material e ações preventivas nas aldeias adjacentes, e agora contará com o reforço de 50 profissionais para intensificar a prevenção de novos casos e ampliar a assistência local.

Tratamento das crianças infectadas

As crianças diagnosticadas com coqueluche estão recebendo tratamento em hospitais de Boa Vista, a capital do estado. Até o momento, duas delas já foram liberadas para retornar às suas aldeias, enquanto os demais casos suspeitos seguem sob investigação e monitoramento. A rápida intervenção médica é fundamental para evitar a evolução da doença e minimizar os riscos de complicações.

Vacinação como principal medida preventiva

A vacinação é reconhecida como o principal método de prevenção contra a coqueluche. No Brasil, a vacina está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças com até 7 anos e gestantes, sendo aplicada nas Unidades Básicas de Saúde. Dados do Dsei Yanomami indicam que o esquema vacinal completo para crianças menores de 1 ano quase dobrou entre 2022 e 2025, subindo de 29,8% para 57,8%. Para crianças com menos de 5 anos, a taxa aumentou de cerca de 52% para 73% no mesmo período, demonstrando um esforço significativo para melhorar a cobertura vacinal na região.

Desafios enfrentados na TI Yanomami

Em 2023, o Governo Federal decretou estado de emergência na TI Yanomami, em resposta a uma série de problemas de saúde pública, incluindo desnutrição, malária e altas taxas de mortalidade. Essa situação crítica foi exacerbada pela presença de garimpos ilegais, que impactaram negativamente a qualidade de vida das comunidades indígenas. Como resposta, foram implementadas medidas abrangentes, envolvendo os ministérios da Saúde, Defesa e Povos Indígenas, com o objetivo de estruturar os serviços de saúde pública e garantir a segurança na região.

Resultados e perspectivas futuras

Desde a declaração de estado de emergência, o Dsei Yanomami conta com 690 profissionais, número que aumentou em 169%, com a contratação de mais 1.165 trabalhadores. Dados de 2025 do Ministério da Saúde revelam que a mortalidade na região caiu 27,6%, um indicativo de que as ações implementadas estão começando a surtir efeito. No entanto, líderes indígenas alertam que muitos desafios ainda precisam ser enfrentados para garantir a saúde e o bem-estar das comunidades, que somam mais de 30 mil pessoas distribuídas em 376 aldeias, tornando a TI Yanomami o maior território indígena do Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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