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Trump afirma que próximo líder supremo do Irã não durará sem apoio dos EUA

Gazeta Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações contundentes sobre a liderança do Irã, afirmando que o próximo líder supremo do país não conseguirá se manter no cargo sem a aprovação de Washington. Em uma entrevista à emissora ABC News, Trump enfatizou que a permanência do sucessor do aiatolá Ali Khamenei, que faleceu recentemente, está atrelada à validação do governo norte-americano. As afirmações de Trump ocorrem em um contexto de instabilidade e expectativa em relação à escolha do novo líder iraniano.

Declarações de Trump acerca da liderança iraniana

Durante a entrevista, Trump afirmou: "Ele terá que obter nossa aprovação. Se não conseguir, não vai durar muito". O presidente também abriu a possibilidade de considerar candidatos ligados ao regime anterior, desde que o escolhido seja "adequado" para liderar o Irã. Esta declaração se dá em um momento crítico, já que a morte de Khamenei gerou uma disputa interna pelo poder no Irã, e a Assembleia de Especialistas, órgão responsável por escolher o novo líder, já havia realizado a votação.

Expectativas sobre o sucessor de Khamenei

A expectativa pela definição do novo líder é alta. Segundo informações de meios de comunicação estatais iranianos, o processo de seleção foi concluído, embora o nome do sucessor ainda não tenha sido oficialmente divulgado. Fontes indicam que Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido, pode ser um forte candidato para assumir o comando do país.

Escalada militar e preocupações nucleares

Trump também abordou a postura militar dos Estados Unidos em relação ao Irã, enfatizando que o objetivo é evitar futuras crises e impedir o desenvolvimento de armas nucleares. O presidente alertou que o Irã possui urânio enriquecido suficiente para alcançar um nível militar em menos de dez dias, armazenado em instalações nucleares como Natanz, Isfahan e Fordow, locais que foram alvos de bombardeios em operações militares recentes realizadas em conjunto com Israel.

Impactos dos ataques aéreos

Nos dias que antecederam as declarações de Trump, a situação no Irã se deteriorou, com ataques aéreos que destruíram depósitos de combustível e causaram incêndios em áreas da capital, Teerã. A fumaça densa resultante desses ataques cobriu parte da cidade, refletindo a intensidade do conflito. Trump afirmou que a ofensiva incluiu a destruição de 44 embarcações, o que, segundo ele, comprometeu toda a marinha iraniana, além de causar danos significativos à força aérea do país e a seus sistemas de comunicação e defesa antiaérea.

Possibilidade de ações militares adicionais

O presidente dos EUA não descartou a possibilidade de enviar forças especiais para controlar fisicamente os locais de armazenamento de urânio enriquecido no Irã. "Tudo está sobre a mesa", declarou Trump, referindo-se a operações que poderiam neutralizar ou diluir o material nuclear nas instalações iranianas. Ao ser questionado sobre a duração do conflito, o presidente evitou previsões, afirmando que não faz estimativas, mas ressaltou que os Estados Unidos estão em vantagem em termos de letalidade.

O impacto da crise nos EUA

Trump minimizou os possíveis impactos da crise sobre os preços da gasolina nos Estados Unidos, considerando a alta como "um pequeno contratempo". Ele destacou que a operação militar está alinhada com sua agenda política e conta com o apoio de seus eleitores. O presidente descreveu a ofensiva como "muito MAGA", em uma referência ao seu slogan de campanha, "Make America Great Again", indicando que suas ações são parte de sua estratégia política em nível interno.

As declarações de Trump refletem a crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã, em um cenário onde a escolha do novo líder supremo pode influenciar não apenas a política interna iraniana, mas também as relações internacionais e a segurança regional.

Fonte: https://gazetabrasil.com.br

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