Uma operação de grande porte foi deflagrada na manhã de terça-feira, 10 de outubro, no Rio de Janeiro, visando o bicheiro Rogério de Andrade e 19 policiais militares. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em conjunto com as corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil, além da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), cumpriu 20 mandados de prisão preventiva. A ação tem como objetivo desmantelar uma rede de corrupção e proteção que favorecia os negócios ilegais do contraventor, que se encontra preso desde 2024. Os mandados estão sendo cumpridos em diversos locais, incluindo a capital fluminense e cidades da Baixada Fluminense.
Alvos da operação
Os mandados de prisão estão sendo executados em endereços na capital do estado, além de Belford Roxo, Duque de Caxias, Nilópolis, São João de Meriti e Mangaratiba. A operação também se estende à Penitenciária Federal de Campo Grande, onde Rogério de Andrade está detido. As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelaram que os policiais envolvidos atuavam como uma milícia privada, assegurando a segurança de pontos de jogos de azar sob o domínio de Andrade na região de Bangu, na zona oeste do Rio.
Corrupção sistemática
Para garantir a continuidade de suas atividades ilegais, o grupo foi responsável por práticas sistemáticas de corrupção, comprando o silêncio e a conivência de autoridades. Os policiais envolvidos pertenciam a diversas unidades da corporação, incluindo a Subsecretaria de Gestão de Pessoas e vários Batalhões de Polícia Militar, o que demonstra a profundidade da infiltração do crime organizado nas forças de segurança pública.
Consequências legais
Os indivíduos alvos da operação enfrentam graves acusações, que incluem a constituição de organização criminosa armada. Este crime é agravado pelo envolvimento de funcionários públicos e pela associação com outras quadrilhas. Além disso, os policiais são acusados de corrupção ativa e passiva, o que pode resultar em penas severas caso sejam condenados.
Regime disciplinar e a situação de Rogério Andrade
Em novembro do ano passado, o Gaeco obteve uma decisão judicial que garantiu a permanência de Rogério Andrade na penitenciária federal de segurança máxima. O pedido de inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) foi aceito, e a duração do regime foi estipulada em um ano. Essa decisão foi fundamentada em denúncias que o ligam a práticas criminosas e à exploração de jogos de azar no estado do Rio de Janeiro.
Contexto da prisão de Rogério de Andrade
A prisão de Rogério ocorreu em outubro de 2024, após uma denúncia por homicídio qualificado. O crime, que vitimou Fernando de Miranda Iggnacio em 2020, demonstrou as ligações do bicheiro com atividades criminosas de alto impacto. Em ofício encaminhado à Justiça, a 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa destacou que Andrade é um dos principais líderes de uma organização criminosa atuante no estado. Recentemente, em novembro de 2025, houve uma reviravolta na situação do contraventor, quando a Justiça do Rio revogou seu regime disciplinar, permitindo que ele retornasse ao sistema carcerário do estado.
Fonte: https://jovempan.com.br