Na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, um motorista de aplicativo de 45 anos, identificado como Gabriel Lessa Messa, foi preso nesta quarta-feira, 25 de outubro, pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá. A prisão ocorreu após a Justiça decretar a sua prisão preventiva, em razão da suspeita de que ele tenha estuprado uma mulher autista de 29 anos. O crime aconteceu no dia 24 de fevereiro, quando a vítima, que apresenta autismo nível 2, estava em um momento de crise e tentava se dirigir sozinha a um hospital.
Circunstâncias do crime
De acordo com a delegada Viviane Costa, que está à frente do caso na Deam de Jacarepaguá, a jovem portava um cordão e um crachá que a identificavam como autista no dia do crime. Após quase uma hora em um ônibus, ela decidiu descer e seguir a pé. Em um posto de gasolina, foi abordada por Messa, que ofereceu uma carona até o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. A mulher aceitou a oferta e entrou no veículo.
Desvio de rota e violência
No entanto, Messa desviou do trajeto e levou a vítima para a Praia da Reserva, onde o estupro ocorreu. Em um relato à imprensa, a jovem descreveu a situação: 'Ele ficou dirigindo um tempo e parou o carro. Eu falei que não queria descer. Mas ele disse que eu iria me sentir melhor. Ele pegou minha mão e a gente foi para a areia. E ali, ele me machucou.' Após a agressão, o suspeito deixou a vítima no hospital, onde ela prontamente denunciou o crime e buscou atendimento médico.
Investigação e prisão do suspeito
Após a denúncia, a Polícia Civil deu início às investigações. Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para a identificação do veículo utilizado pelo suspeito, um Nissan prata. Com essas informações, os policiais conseguiram localizar Gabriel Lessa Messa, que foi preso por volta das 19h na Barra da Tijuca. Durante a sua detenção, o suspeito optou por não prestar depoimento, permanecendo em silêncio na sede da Deam.
Consequências legais
Gabriel Messa enfrentará a acusação de estupro de vulnerável, um crime que, em caso de condenação, pode resultar em penas que variam de dez a 18 anos de prisão. Nos próximos dias, ele passará por uma audiência de custódia, onde um juiz avaliará a legalidade da prisão. Se a prisão for considerada válida, ele permanecerá detido. Caso contrário, poderá ser liberado.
Impacto na comunidade
O caso gerou comoção e revolta na comunidade local, especialmente entre aqueles que defendem os direitos das pessoas com deficiência. O pai da vítima expressou sua dor ao tomar conhecimento do ocorrido, ressaltando que o suspeito tinha plena consciência da condição da filha. 'Ele sabia que minha filha era autista e que estava em surto. E foi abusada', afirmou. A situação levanta questões sobre a segurança de indivíduos vulneráveis em espaços públicos e a necessidade de proteção e conscientização sobre o autismo.
As investigações continuam em busca de mais evidências, enquanto a comunidade clama por justiça e proteção para as pessoas que estão em situações semelhantes. A atuação das autoridades na resposta a crimes dessa natureza é crucial para garantir a segurança e os direitos de todos os cidadãos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade.
Fonte: https://extra.globo.com