O novo livro de José 'Pepito' Fornos, intitulado 'Pelé, o legado desconhecido', traz à tona histórias e anedotas que revelam o lado íntimo do Rei do Futebol, Edson Arantes do Nascimento. Pepito, amigo, empresário e confidente de Pelé por mais de cinquenta anos, decidiu compartilhar sua perspectiva sobre o homem por trás do ícone do futebol mundial. A obra não se limita a narrar os feitos em campo, mas sim a explorar a generosidade, simplicidade e as relações pessoais de Pelé, iluminando aspectos pouco conhecidos do atleta que transcendeu o esporte e se tornou uma lenda global.
A motivação para escrever o livro
A ideia de registrar as experiências vividas ao lado de Pelé surgiu lentamente na mente de Pepito. Com 82 anos, ele decidiu que era hora de compartilhar as histórias que, segundo ele, mostram o verdadeiro Edson, longe dos holofotes. 'Por livre e espontânea pressão da minha mulher e das minhas filhas, falei: O que realmente eu vou falar do Pelé que ninguém conhece, aquele que eu conheço', explicou Pepito. Sua intenção era trazer à tona o homem simples e acessível que se escondia atrás da fama e do sucesso.
O processo de escrita
O livro é composto por pequenos capítulos que surgem a partir das lembranças mais marcantes de Pepito. A obra não segue uma ordem cronológica, mas sim uma estrutura que reflete suas memórias afetivas. Embora tenha se preocupado com o desafio de relembrar eventos de sua vida, Pepito se surpreendeu com sua capacidade de recordar detalhes, creditando isso à sua atividade física regular e à mente ativa.
Generosidade e simplicidade de Pelé
Pepito destaca a generosidade como uma das maiores virtudes de Pelé. Em seu relato, ele menciona diversas iniciativas humanitárias que o amigo realizou ao longo da vida, como a construção de creches e um asilo, além de ajudar com bolsas de estudo e cobrir despesas médicas. 'Essas atitudes mostram que ele era um cara simples, um coração maior que ele', afirmou Pepito, ressaltando a importância de reconhecer o lado altruísta do Rei do Futebol.
A vida fora dos gramados
O livro também aborda como Pelé lidava com sua imensa popularidade, que frequentemente exigia medidas rigorosas de segurança durante suas viagens. Apesar das circunstâncias, Pepito recorda que Pelé sempre buscava manter uma rotina simples, revelando um desejo de normalidade em meio à fama. 'Por ele, ele pegava um táxi e ia embora', recorda Pepito, destacando como a aura de Pelé ainda o tornava reconhecido por fãs de todas as idades, mesmo décadas após sua aposentadoria.
O início da amizade
A amizade entre Pepito e Pelé começou em 1962, durante uma festa de aniversário. Na época, Pepito era um jovem músico e Pelé já se destacava como bicampeão mundial. A conexão inicial se transformou em uma amizade mais profunda ao longo dos anos, especialmente quando Pepito foi designado para acompanhar a delegação do Santos em uma viagem internacional em 1969. Essa proximidade levou à proposta de trabalho, que surgiu em um tom de brincadeira, mas se concretizou rapidamente.
Uma relação de parceria
A transição de amigos para parceiros profissionais ocorreu de maneira natural. Pepito deixou seu emprego na Varig para se juntar a Pelé em sua jornada empresarial, que incluía a administração de contratos e eventos. Essa relação foi marcada por informalidade e sinceridade, permitindo que discutissem abertamente questões de trabalho sem que isso afetasse a amizade que construíram ao longo dos anos.
Reflexões sobre a vida de Pelé
O livro de Pepito não é apenas um relato sobre a vida de um dos maiores atletas da história, mas também uma homenagem a um amigo que sempre buscou ser mais do que um ícone do esporte. Ao compartilhar suas memórias, Pepito espera que os leitores vejam Pelé em uma luz diferente, compreendendo as nuances de sua personalidade e as ações que moldaram sua vida fora dos campos. A obra promete não apenas entreter, mas também educar os fãs sobre a verdadeira essência do Rei.
Fonte: https://www.estadao.com.br