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Contradições sobre a morte de morador em operação policial nos Prazeres

G1

A morte de Leandro Silva Souza, de 30 anos, durante uma operação da Polícia Militar no Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, gerou controvérsias entre a versão oficial da polícia e o relato da viúva. Enquanto a PM afirma que a casa foi invadida por criminosos, que mantiveram o casal refém e que houve uma tentativa de negociação antes do confronto, a viúva, Roberta Ferro Hipólito, nega essa narrativa. Segundo ela, os policiais chegaram atirando e não houve troca de tiros, além de relatar que foi orientada a declarar que os disparos partiram de bandidos. O desfecho da operação resultou na morte de Leandro e de outros seis indivíduos supostamente envolvidos em atividades criminosas.

Versões conflitantes sobre a operação

A operação policial, realizada no dia 18 de outubro, envolveu o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e a Subsecretaria de Inteligência da PM, com o objetivo de capturar criminosos associados a roubos de veículos. Durante uma coletiva de imprensa, representantes da PM descreveram a situação como uma ação em que um casal foi feito refém, e houve uma tentativa de negociação que culminou em um confronto. Segundo o tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Bope, a PM foi recebida a tiros, resultando na morte de Leandro e de seis supostos criminosos.

Declarações da Polícia Militar

O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, corroborou a versão da corporação, afirmando que a intervenção foi necessária após tiros serem disparados dentro do imóvel. Ele destacou que a ação foi uma resposta a uma situação de risco, onde tanto o morador quanto um policial do Bope foram feridos. A PM lamentou a morte de Leandro e informou que o caso está sendo investigado tanto internamente quanto pela Polícia Civil.

Relato da viúva e suas contestações

Roberta Ferro Hipólito apresentou uma versão radicalmente diferente dos acontecimentos. Em seu depoimento, ela negou que a casa tenha sido invadida por bandidos e afirmou que a polícia chegou atirando, sem qualquer tipo de negociação. Ela descreveu o pânico que tomou conta do momento em que os policiais entraram em sua residência, arrombando a porta com uma granada e disparando. Roberta enfatizou que o único tiro disparado foi pela polícia, desafiando a narrativa da corporação.

Orientações duvidosas

A viúva também revelou que um policial a orientou a declarar que Leandro foi baleado por criminosos, o que ela se recusou a fazer. Roberta alegou que não viu qualquer bandido atirando e questionou a contagem dos suspeitos na casa, afirmando que apenas quatro estavam presentes, sendo que três deles foram mortos sem oferecer resistência.

Consequências e desdobramentos

A família de Leandro enfrenta dificuldades adicionais, como a perda dos documentos do falecido, o que impede o envio de seu corpo para o Piauí, sua terra natal. Roberta destacou a gravidade da situação, mencionando que não apenas perdeu seu marido, mas também os documentos essenciais que possibilitariam o sepultamento adequado. O ambiente em que os eventos ocorreram foi marcado por violência, com imagens do local mostrando cápsulas de fuzil e marcas de sangue.

O caso agora aguarda uma investigação mais detalhada, com a expectativa de que a perícia técnica esclareça os fatos e as circunstâncias em torno da operação. A tensão entre as versões da polícia e da viúva ilustra a complexidade e o impacto emocional de ações policiais em comunidades vulneráveis, onde a confiança nas autoridades é frequentemente abalada por episódios como este.

Fonte: https://g1.globo.com

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