O bloco Bonita da Peste, que atraiu cerca de 200 foliões durante o carnaval em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, continua sua missão de celebrar e preservar a cultura afro-brasileira através de oficinas gratuitas de maracatu. As atividades ocorrem todos os sábados, às 14h, na Casa de Cultura Villa Maria, e as inscrições estão abertas para novos participantes que desejam se juntar ao grupo.
A importância do maracatu na cultura local
O maracatu é um estilo musical e uma manifestação cultural que tem suas raízes na tradição afro-brasileira, especialmente no estado de Pernambuco. Essa forma de expressão artística é marcada por uma rica combinação de ritmos, danças e vestuário exuberante, que refletem a história e as influências africanas no Brasil. No contexto de Campos dos Goytacazes, o Bonita da Peste desempenha um papel vital ao resgatar e promover essa tradição, contribuindo para a diversidade cultural da região.
Oficinas abertas para todos
As oficinas de maracatu promovidas pelo Bonita da Peste são inclusivas, não exigindo experiência prévia em música. Sob a orientação dos mestres Alexandre Leão e Órion, os participantes têm a oportunidade de aprender a tocar instrumentos tradicionais do maracatu, como alfaias, agês e taróis. Em média, de 20 a 30 pessoas comparecem aos encontros semanais, que funcionam não apenas como aulas, mas também como um espaço comunitário de aprendizado e troca de experiências.
Um espaço de pertencimento
O mestre Alexandre Leão destaca que o maracatu vai além da música; ele representa uma forma de pertencimento e identidade. A oficina, segundo ele, busca criar um ambiente acolhedor onde qualquer pessoa pode se sentir parte de algo maior. Essa visão é fundamental, especialmente em tempos de crescente individualismo, pois promove a união e o fortalecimento de laços comunitários.
Histórico do bloco Bonita da Peste
Fundado em 2020, durante o período crítico da pandemia, o bloco Bonita da Peste nasceu com o intuito de valorizar os ritmos afro-nordestinos durante o carnaval campista. Com o tempo, o grupo conseguiu adquirir instrumentos por meio de editais públicos e, desde 2024, possui uma sede fixa na Casa de Cultura Villa Maria, o que fortalece sua presença e atuação na cidade. Essa evolução é um testemunho da resiliência e dedicação dos integrantes em manter vivas as tradições culturais.
Repercussão e engajamento nas redes sociais
O Bonita da Peste tem utilizado as redes sociais para ampliar seu alcance e engajar mais pessoas na prática do maracatu. Através do Instagram, o grupo compartilha informações sobre as oficinas, vídeos das atividades e depoimentos de participantes. Essa estratégia tem contribuído para atrair novos integrantes e criar uma comunidade virtual que apoia e celebra a cultura afro-brasileira.
Como participar
Para aqueles que desejam participar das oficinas de percussão afro-nordestina do Bonita da Peste, as atividades são gratuitas e não requerem inscrição prévia. As oficinas acontecem todos os sábados, às 14h, na Casa de Cultura Villa Maria, localizada em Campos dos Goytacazes. Mais informações podem ser obtidas pelo Instagram do grupo, onde também é possível acompanhar as novidades e eventos.
O trabalho do Bonita da Peste é um exemplo inspirador de como a cultura pode ser uma ferramenta poderosa para promover a inclusão e a convivência harmoniosa em sociedade. Para aqueles que se interessam por maracatu ou desejam se aprofundar na rica cultura afro-brasileira, as oficinas representam uma oportunidade valiosa. Continue acompanhando o Rio das Ostras Jornal para mais notícias e informações sobre iniciativas culturais e sociais na região.
Fonte: https://g1.globo.com