Um relatório divulgado pela Folha de S. Paulo revelou que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, teriam utilizado jatos executivos associados a empresas do empresário Daniel Vorcaro em ao menos oito viagens entre maio e outubro de 2025, levantando questionamentos sobre a relação entre figuras públicas e o setor privado.
As Viagens Sob Análise
As investigações, baseadas no cruzamento de dados da Anac, do Decea e do Registro Aeronáutico Brasileiro, apontam que sete dos voos foram realizados em aeronaves da Prime Aviation. Esta é uma companhia de compartilhamento de bens de luxo onde Vorcaro possuía participação indireta, conforme detalhado na reportagem.
O primeiro registro indica uma viagem em 16 de maio de 2025, de Brasília para São Paulo, com o ministro e sua esposa. Subsequentemente, Moraes também teria voado sozinho ou com outros passageiros, sempre com destino a aeroportos executivos paulistas, como Congonhas e Catarina.
Um detalhe que chama atenção é um voo em 7 de agosto de 2025, feito em um avião Falcon 2000. Esta aeronave, pertencente a uma empresa privada com Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro) entre os sócios, não possuía autorização para operar como táxi aéreo na ocasião.
Relações Financeiras e Empresariais
A apuração da Folha de S. Paulo também aborda pagamentos significativos ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes. O escritório teria recebido mais de R$ 80 milhões por serviços prestados ao Banco Master ao longo de 22 meses.
O Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro, teve sua liquidação determinada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025. Essa conexão financeira e a proximidade com um empresário sob escrutínio adicionam uma camada de complexidade ao caso.
As Versões e Contestações
Diante das alegações, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes emitiu uma nota negando as informações. A defesa classificou a reportagem como “fantasiosa”, afirmando categoricamente que “o ministro jamais viajou em aeronaves de Daniel Vorcaro ou em sua companhia”.
O escritório Barci de Moraes, por sua vez, confirmou a contratação de serviços de táxi aéreo, incluindo voos operados pela Prime Aviation. A banca negou qualquer irregularidade, alegando que os voos foram pagos conforme contratos firmados e compensação de honorários advocatícios.
O escritório também esclareceu que nem Vorcaro nem Fabiano Zettel estiveram presentes nas viagens realizadas por seus integrantes, buscando desvincular as viagens da presença dos empresários.
Implicações para a Transparência Pública
A relevância desta apuração transcende Brasília, ecoando em cada município, incluindo Rio das Ostras e a Região dos Lagos. A transparência na conduta de autoridades públicas e suas relações com o setor privado é um pilar da democracia, impactando diretamente a confiança da população nas instituições e a percepção de justiça.
Casos como este pautam o debate sobre ética na política e a necessidade de clareza nas interações entre o judiciário e o mundo empresarial. Manter a fiscalização sobre as relações de poder é um interesse comum a todos os cidadãos, independentemente da localidade.
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Fonte: https://gazetabrasil.com.br