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Angra dos Reis: Acesso às ilhas passa a exigir voucher digital em fase de testes

G1

A Prefeitura de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, iniciou nesta segunda-feira (27) a fase de testes operacionais de um novo sistema digital para controlar o acesso às suas paradisíacas ilhas.

Nesta etapa inicial do programa Viva Angra – Sistema Digital de Turismo (SDT), visitantes e prestadores de serviço deverão apresentar um voucher com QR Code para embarque, embora a cobrança ainda não esteja em vigor.

O documento poderá ser emitido de forma prática pela internet, através do site oficial do programa, ou em totens e pontos de validação instalados estrategicamente nos locais de embarque. Essa modernização visa otimizar o fluxo de pessoas e veículos aquáticos, um desafio constante em destinos de grande procura.

Entre os pontos que já contam com a infraestrutura para o sistema, destacam-se a Estação Santa Luzia e o cais do Camorim, no continente. Nas famosas ilhas, os equipamentos foram implementados na Estação Abraão, além dos cais de Japariz e Araçatiba, na Ilha Grande, um dos cartões-postais de Angra.

Gestão e Preservação Ambiental no Foco

A iniciativa da prefeitura vai além da simples organização. Ela integra uma estratégia mais ampla para reforçar as ações de preservação ambiental em Angra dos Reis, um dos destinos mais procurados do país, mas que também enfrenta os desafios do turismo de massa.

A degradação de trilhas, o descarte inadequado de resíduos e a sobrecarga de ecossistemas marinhos são preocupações comuns em locais de grande visitação. O sistema digital busca oferecer dados concretos para um planejamento mais eficaz, promovendo o turismo sustentável.

A cobrança pelo acesso, que será implementada em uma próxima fase, após a conclusão do período de testes, é um mecanismo já adotado em outros paraísos brasileiros, como Fernando de Noronha e Morro de São Paulo. Esses recursos, via de regra, são direcionados a projetos de conservação e manutenção da infraestrutura turística.

Isenções e Coleta de Dados Estratégicos

Ainda que a futura cobrança gere debates, a prefeitura estabeleceu categorias de isenção para minimizar impactos na população local e setores específicos. Moradores da cidade, seus parentes de até segundo grau, e prestadores de serviço cadastrados não pagarão a taxa.

Idosos acima de 60 anos, crianças de até 12 anos e pessoas com deficiência também terão o benefício. O cadastramento para esses grupos já está disponível pela internet, facilitando a regularização.

Outra isenção importante abrange turistas que adquiriram pacotes até 31 de dezembro de 2025, com embarques programados até 31 de julho de 2026. Essa medida visa proteger acordos comerciais pré-existentes e evitar impactos negativos no setor turístico.

Um ponto crucial do Viva Angra é a coleta de dados. A plataforma alimentará o Observatório do Turismo, uma ferramenta vital para traçar o perfil dos visitantes, incluindo tempo de permanência e padrões de circulação.

Essas informações são essenciais para aprimorar o planejamento urbano, a gestão de serviços e o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para o setor, garantindo que o turismo beneficie a todos sem comprometer o patrimônio natural.

Angra dos Reis, como um polo turístico do estado do Rio de Janeiro, serve de exemplo para outras cidades costeiras da região que buscam equilibrar o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental. Acompanhar a implementação e os resultados do Viva Angra será fundamental para avaliar a eficácia do modelo.

Para se manter atualizado sobre este e outros temas relevantes para a nossa região, que impactam o turismo, a economia e a vida cotidiana, continue acompanhando as notícias do Rio das Ostras Jornal. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, aprofundada e contextualizada, abordando a variedade de temas que importam para você.

Fonte: https://g1.globo.com

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