O senador Ciro Nogueira (PP-PI) reagiu forte às acusações da Polícia Federal sobre um suposto recebimento de 'mesada' do Banco Master.
Sua defesa, liderada pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, ofereceu a quebra do sigilo bancário para comprovar a inocência do parlamentar.
A PF suspeita que Ciro Nogueira recebia entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em troca, o senador atuaria em prol de uma 'emenda Master' que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As evidências viriam de mensagens em celulares periciados pela polícia.
Contudo, o advogado Kakay nega que os valores tenham sido depositados na conta do senador. Ele sustenta que a proposta defendida por Ciro no Congresso beneficiaria amplamente os correntistas, não apenas o Banco Master.
Em nota, a defesa repudia as 'ilações de ilicitude' e critica investigações baseadas em 'mera troca de mensagens'. Ciro Nogueira, por sua vez, classificou as denúncias como uma tentativa de manchar sua imagem em ano eleitoral, reiterando que já enfrentou situação semelhante em 2018 e teve sua inocência comprovada.
O caso segue em apuração pelas autoridades.