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Embrapa cria fertilizante de porco e reduz importação no Brasil

Cientistas da Embrapa Agrobiologia, no Rio de Janeiro, anunciaram uma inovação crucial para o agronegócio brasileiro esta semana. Eles desenvolveram um fertilizante nacional a partir de resíduos de suinocultura, a estruvita.

A descoberta promete reduzir em até 75% a dependência do Brasil por fertilizantes fosfatados importados, um passo gigante para a autonomia e sustentabilidade do campo.

Experimentos com lavouras de soja já mostram resultados animadores, com o novo produto suprindo até 50% da necessidade de fósforo sem comprometer a produtividade. A soja cultivada com estruvita atingiu cerca de 3.500 kg por hectare, similar aos níveis da produção nacional.

O pesquisador Caio de Teves Inácio, coordenador do estudo na Embrapa, destaca que a iniciativa vai além da substituição de insumos. “Estamos criando uma nova rota tecnológica, alinhada à sustentabilidade e à autonomia do campo brasileiro”, afirma. A estruvita é um material rico em nutrientes, gerado da transformação de dejetos suínos, aplicando o conceito de economia circular à agropecuária.

Além dos ganhos agronômicos, como a maior eficiência em solos tropicais, o fertilizante oferece benefícios econômicos e ambientais. Ele transforma um passivo ambiental em um produto de alto valor, diminui o risco de contaminação por fósforo em rios e pode até gerar nova renda para produtores de suínos, especialmente os de grande porte. A pesquisa segue em desenvolvimento, buscando otimizar ainda mais o uso e a produção da estruvita no Brasil.

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