O futebol brasileiro vive um alerta financeiro. A dívida dos clubes atingiu R$ 14,3 bilhões em 2025, revelou estudo da EY.
Esse valor representa um aumento de 46% em apenas cinco anos. Empréstimos e tributos são os maiores vilões do passivo, impactando a saúde financeira das agremiações.
A análise aponta que mais da metade do montante, cerca de R$ 7,4 bilhões, é referente a empréstimos e dívidas tributárias. A busca por maior competitividade esportiva inflacionou os custos operacionais.
José Ronaldo Rocha, sócio da EY, explica que o investimento em atletas e salários não foi acompanhado pelo faturamento. Isso leva os clubes a recorrerem a linhas de crédito, agravado por juros altos.
Mesmo com a adoção de SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol), a estrutura societária por si só não garante sucesso. A chave está na gestão financeira eficiente, disciplina e transparência.
Um exemplo positivo é o Bahia. O clube conseguiu reduzir sua dívida em 80%, de R$ 821 milhões para R$ 168 milhões, graças a uma reestruturação contábil e societária específica.
O cenário financeiro do futebol nacional segue em constante análise.