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Flávio Bolsonaro rebate críticas por doação para filme do pai

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, nesta sexta-feira (15), em Campinas (SP), o pedido de dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro para produzir um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração ocorreu durante um evento político, ao lado de aliados como Sergio Moro (União Brasil-PR) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), em meio a investigações contra o dono do Banco Master e críticas de Romeu Zema (Novo).

Flávio explicou que a busca por recursos privados para um filme em homenagem ao pai era “tudo certo, direitinho”. Ele enfatizou que o apoio financeiro de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ocorreu antes das investigações da Polícia Federal envolvendo o empresário.

Respostas a Zema e promessa ao pai

O senador também respondeu às duras críticas de Romeu Zema, governador de Minas Gerais, que classificou o pedido de dinheiro como “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.

“Ele se precipitou”, afirmou Flávio, sugerindo que Zema foi “induzido a erro no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa”. O carioca ainda ironizou a velocidade do governador mineiro ao se posicionar publicamente.

Ao final de sua fala, Flávio Bolsonaro fez uma promessa ao ex-presidente. “A gente vai te libertar e você vai subir aquela rampa, pai, junto com a gente”, disse, em referência à situação atual de Jair Bolsonaro.

Moro defende Flávio e a investigação

Presente no evento, o senador Sergio Moro também saiu em defesa do colega. Moro afirmou que adversários tentam “inverter narrativas” sobre o financiamento do filme.

O caso veio à tona com uma reportagem do site Intercept Brasil. A matéria revelou áudios e mensagens onde Flávio Bolsonaro chamava Daniel Vorcaro de “irmão” e solicitava recursos para o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Segundo o Intercept, Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões ao projeto. A Polícia Federal investiga se parte desses valores foi usada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

O caso segue gerando debate no cenário político nacional.

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