Uma troca de acusações entre Israel e Irã elevou a tensão no Oriente Médio neste domingo (14). A escalada diplomática ocorre após um bombardeio israelense em Beirute, Líbano, e ameaça um acordo de paz mediado pelos EUA.
O episódio acontece justamente no dia em que o acordo, anunciado pelo ex-presidente americano Donald Trump, deveria entrar em vigor, mas falhou em se concretizar, aprofundando o impasse na região.
O estopim foi um bombardeio de Israel contra Dahieh, reduto do Hezbollah em Beirute, que deixou três mortos e quinze feridos. O ataque reacendeu as chamas de um conflito que tentava encontrar um caminho para a paz.
A chancelaria israelense acusou o Irã de "mentir" e rebateu as afirmações iranianas que questionavam a capacidade dos EUA de garantir os termos de um possível acordo. Israel alegou que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacou seu território "sem provocação" mesmo após um cessar-fogo.
Teerã exige o fim das hostilidades israelenses no Líbano e garantias de segurança para seu aliado estratégico. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, endossaram a ofensiva, justificando-a com lançamentos de projéteis e drones iranianos contra Israel.
A situação complica os esforços de mediação internacional. Catar e Paquistão buscam, em caráter de urgência, salvar o processo diplomático, que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e discussões sobre o programa nuclear iraniano.
A situação segue sendo monitorada enquanto a comunidade internacional tenta evitar uma escalada ainda maior.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br