O Irã executou nesta terça-feira (16) Javad Zamani e Abolfazl Saedi, dois homens condenados por participar de protestos antigoverno, segundo o Poder Judiciário iraniano.
As mortes ocorreram no condado de Shahrud e marcam mais um passo na dura repressão do regime às manifestações que abalaram o país em janeiro de 2026.
Eles foram acusados de “guerra contra Deus” (moharebeh) e “corrupção na terra”, crimes capitais na República Islâmica, além de destruir bens públicos e incitar a população.
Organizações de direitos humanos denunciam o uso sistemático de confissões forçadas, frequentemente obtidas sob tortura e em condições desumanas, nas prisões iranianas.
Os protestos de janeiro de 2026 foram rotulados pelas autoridades como “distúrbios instigados do exterior”. Desde fevereiro, após ataques de EUA e Israel, as execuções se intensificaram no país.
A ONU afirma que o Irã já executou ao menos 40 pessoas este ano, incluindo 18 manifestantes. O país é o segundo no mundo em número de execuções anuais, atrás apenas da China. A situação segue sendo monitorada por organismos internacionais.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br