Apesar de ser a maior economia do continente, o país fica atrás de vizinhos em renda por habitante e distribuição de riqueza.
O Brasil, embora seja a maior economia da América do Sul, ocupa apenas a 5ª posição em poder de compra médio por habitante na região, segundo dados recentes.
A discrepância entre o tamanho do PIB e a renda real da população é agravada pela alta desigualdade, tornando o país um dos mais desiguais do continente.
Com um PIB de US$ 2,28 trilhões projetado para 2025 pelo FMI, o Brasil é superado em capacidade de consumo per capita por vizinhos como Uruguai, Argentina e Chile. O contraste é ainda mais nítido no índice de Gini: o país é o segundo mais desigual da América do Sul, atrás apenas da Colômbia.
Essa forte concentração de renda impede que os benefícios do crescimento econômico cheguem a toda a população. A taxa de pobreza reforça o cenário, com 3,01% dos brasileiros vivendo com menos de US$ 3,00 por dia em 2024. Internamente, a disparidade é gritante, com a renda per capita no Distrito Federal quase quatro vezes maior que no Maranhão, ilustrando profundas diferenças regionais.
A situação demonstra o desafio do país em converter seu poder econômico em bem-estar distribuído para todos os seus habitantes.