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Policiais da Core vão a júri por morte em operação no Jacarezinho

Dois policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) terão que enfrentar o Tribunal do Júri pela morte de Omar Pereira, ocorrida durante uma operação no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, em maio de 2021.

A decisão da Justiça do Rio foi proferida e agora os agentes respondem por homicídio e abuso de autoridade, com recursos já apresentados pelas defesas.

Douglas de Lucena Peixoto Siqueira, um dos réus, é acusado de homicídio e abuso de autoridade. Já Anderson Silveira Pereira responde apenas por abuso. As defesas dos policiais recorreram da determinação na última sexta-feira (19).

Segundo a decisão judicial, Douglas alegou legítima defesa ao disparar contra Omar dentro de uma casa. No entanto, testemunhas da ação relataram que a vítima já estava ferida no pé, desarmada e não ofereceu qualquer resistência.

Laudos periciais no local do crime confirmam a versão das testemunhas e contestam a dos agentes. Os exames indicam que Omar estava sozinho em um quarto e foi atingido à queima-roupa, sem portar armas que pudessem justificar o ataque.

A operação no Jacarezinho, em maio de 2021, ficou marcada como a segunda mais letal da história do Rio, resultando em pelo menos 29 mortes.

Paralelamente, o Ministério Público do Rio (MPRJ) investiga uma possível fraude processual. A suspeita recai sobre um laudo complementar da Delegacia de Homicídios, emitido horas após a denúncia contra os policiais, em outubro de 2021, que apresenta horários inconsistentes.

O MPRJ busca esclarecer se houve manipulação do documento, com o objetivo de tentar descredibilizar os depoimentos das testemunhas sobre a conduta da Core, conforme apurado inicialmente pelo G1.

A investigação sobre a suposta fraude processual e o julgamento dos policiais seguem em apuração pela Justiça do Rio.

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