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TRT tenta fim de greve de ônibus no Rio, no 3º dia

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro realizou nesta quarta-feira (1º) uma nova audiência de conciliação. O objetivo é buscar um acordo entre as empresas de ônibus e o sindicato dos rodoviários.

A paralisação, que já atinge o terceiro dia, segue causando transtornos para os passageiros. A Justiça havia determinado 80% da frota circulando, mas o número não foi alcançado.

Pela manhã, moradores da capital fluminense voltaram a relatar longas esperas em pontos e terminais. O Rio Ônibus, que representa as viações, informou que apenas 1.650 dos 3.600 coletivos estavam rodando até as 7h. Esse número representa menos da metade do total e bem abaixo dos 80% exigidos pela Justiça, que equivalem a 2.880 ônibus.

A determinação judicial de 80% da frota mínima foi emitida na noite de terça-feira (30) pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. Ele acolheu um pedido da Prefeitura do Rio, argumentando que o transporte é essencial e que uma frota menor comprometeria a ordem pública e o direito de ir e vir. Para caso de descumprimento, uma multa diária de R$ 100 mil foi fixada ao sindicato dos trabalhadores.

O prefeito Eduardo Paes (PSD) criticou o não cumprimento das decisões judiciais. Segundo ele, nem os 50% determinados inicialmente, nem os 80% impostos posteriormente, foram atendidos. "A Justiça precisa fazer valer suas decisões", declarou Paes.

Em nota, o Rio Ônibus reiterou que já garantiu um reajuste salarial de 4,39% aos rodoviários. No entanto, o sindicato patronal atribuiu o baixo número de coletivos nas ruas ao "descaso do sindicato dos rodoviários", que não teria enviado escalas, e à ação de "baderneiros" que estariam vandalizando veículos e agredindo quem tenta trabalhar.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, manifestou surpresa com a liminar do TST. Ele afirmou que a decisão "premia a direção do Rio Ônibus", que estaria se negando a apresentar propostas efetivas. Apesar disso, o sindicato declarou que vai cumprir a liminar, por entender que "lei é para ser cumprida".

Após a audiência no TRT, uma nova assembleia dos rodoviários está marcada para a tarde desta quarta-feira (1º), na sede do sindicato, em Rocha Miranda. A situação do transporte na capital fluminense segue sendo monitorada, com expectativa de novos desdobramentos.

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