Lionel Scaloni, técnico da seleção argentina, alcançou a marca de 100 jogos no comando da equipe nesta semana. O feito ocorreu em Miami, durante a sofrida vitória por 3 a 2 contra Cabo Verde pela Copa do Mundo.
Considerado o treinador que reergueu a Argentina, Scaloni assumiu a 'Albiceleste' em 2018, transformando uma seleção desacreditada em potência mundial, campeã da Copa de 2022.
Sob sua liderança, a Argentina conquistou, além da Copa do Mundo de 2022 no Catar, duas edições da Copa América (2021 e 2024) e a Finalíssima (2022). Uma campanha que o levou a ser considerado por muitos o maior técnico da história da seleção.
A trajetória, contudo, começou com grande ceticismo. Em 2018, após o fracasso na Copa da Rússia, Scaloni aceitou um cargo que ninguém queria. Nomes como Diego Simeone e Marcelo Gallardo recusaram a oportunidade, deixando o então auxiliar de Jorge Sampaoli como solução interina.
Pouco a perder, muito a ganhar. Scaloni se efetivou ao longo do tempo, ganhando a confiança da imprensa e torcedores. Ele soube encaixar os astros, fazer o time jogar para Lionel Messi e criar a "Scaloneta", apelido carinhoso que virou sinônimo de união e eficiência.
Mais que títulos, Scaloni resgatou a identidade futebolística argentina. O treinador se recusou a copiar padrões táticos europeus, priorizando o jogo coletivo, a posse de bola e a flexibilidade. "A identidade da seleção é inegociável", declarou.
Sobre a partida centenária, marcada pelo sufoco contra Cabo Verde e a vitória na prorrogação, Scaloni refletiu: "Foi um jogo que me marcou muito. Por ser em um Mundial, em uma partida em que se passou tanta coisa. Ganhando, ainda melhor".
Com um legado já consolidado, o técnico de Pujato segue escrevendo capítulos vitoriosos na história da Argentina.