O Ministério Público do Rio (MPRJ) descobriu um "erro" de quase R$ 1 milhão em um aditivo de contrato do Instituto Rio Metrópole (IRM). A falha é um dos pontos cruciais da denúncia contra a cúpula da autarquia, investigada por fraude.
A diferença, precisamente R$ 972.264,45, teria surgido em um aditivo com a empresa R. Peotta Engenharia e Consultoria. O montante foi incorporado ao contrato, distorcendo valores em execuções seguintes.
Os investigadores detalham que o contrato original, de R$ 13 milhões, teve um aditivo de mais de R$ 9,3 milhões, totalizando um valor previsto de R$ 22,3 milhões.
No entanto, o documento registrou como valor global quase R$ 23,3 milhões. Essa diferença de R$ 972 mil não possui justificativa explícita nos processos administrativos, segundo o MPRJ.
O Ministério Público aponta que esse montante indevido foi incorporado ao contrato e serviu de base para aditivos posteriores, perpetuando a distorção financeira ao longo da execução do serviço.
A descoberta faz parte da Operação Ouroboros, que investiga a cúpula do Instituto Rio Metrópole por organização criminosa, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
A investigação do MPRJ nasceu de auditorias do próprio governo estadual, pela Controladoria Geral (CGE) e Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que apontaram indícios de irregularidades no IRM.
Seis pessoas foram presas na última terça-feira (9), incluindo Maurício Silva Knoploch, diretor de planejamento e projetos do IRM, e sua nora, Amanda Íthala Santos da Paschoa. Maurício é pai do deputado Alexandre Knoploch (PL).
O caso segue em apuração pelo Ministério Público.