A Guarda Revolucionária do Irã fechou o estratégico Estreito de Ormuz "até novo aviso" neste domingo (12), após disparar uma salva de advertência contra um navio que tentava cruzar a via marítima. A medida intensifica a crise com os Estados Unidos.
A decisão iraniana, que interrompe uma das principais rotas marítimas do petróleo mundial, eleva o alerta e já movimenta os mercados energéticos globais.
Segundo a Marinha da Guarda Revolucionária, o Estreito permanecerá bloqueado enquanto houver "intervenções dos Estados Unidos na região", impedindo a passagem de qualquer embarcação. Teerã alertou que responderá com severidade a qualquer "novo ato hostil".
Cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo passa por Ormuz. O bloqueio gera efeitos imediatos nos mercados, colocando potências internacionais em estado de alerta. A ação ocorre em meio a uma escalada retórica e militar entre Irã e EUA.
Recentemente, o Irã já havia sinalizado que não cumpriria um acordo de paz mediado pelo Paquistão, acusando Washington de violar termos pactuados com novas sanções e deslocamento de forças. O embaixador iraniano na ONU reiterou que o compromisso ficaria sem efeito.
A tensão aumentou ainda mais com a promessa de vingança do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, pela morte de seu pai em ataque dos EUA e Israel. O presidente Donald Trump respondeu com ameaças de retaliação massiva em caso de ataque contra ele.
A comunidade internacional segue monitorando a crise, ciente de que o fechamento indefinido de Ormuz pode não apenas afetar o fornecimento global de energia, mas também elevar o risco de um confronto direto entre as potências.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br