Um ataque a dois petroleiros no estratégico Estreito de Ormuz deixou um morto e oito feridos recentemente. Os Emirados Árabes Unidos classificaram o incidente como 'pirataria' e 'chantagem', acusando diretamente o Irã.
O Ministério das Relações Exteriores emiratense exigiu que Teerã cesse os ataques imediatamente e reabra o estreito, vital para a segurança energética mundial.
A nota oficial dos Emirados detalhou que o bombardeio atingiu os navios Mombasa B e Al Bahiyah enquanto transitavam em águas jurisdicionais de Omã. Um tripulante indiano faleceu, e oito pessoas — seis indianas e duas ucranianas — ficaram feridas, quatro delas gravemente.
A petroleira estatal ADNOC confirmou que os navios, incluindo um VLCC (Very Large Crude Carrier), sofreram danos significativos com os projéteis. Incêndios a bordo foram controlados após o incidente.
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos alertou que o país 'reserva-se o pleno direito de responder a esta escalada' e tomará as medidas necessárias para proteger seu território e cidadãos.
O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem al Budaiwi, e governos da região, como o Catar, também repudiaram o ataque, classificando-o como 'ação hostil e violação do direito internacional'.
O incidente acontece em meio a uma crescente tensão na região, marcada por confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, além de ataques contra navios e petroleiros no Golfo Pérsico, envolvendo vizinhos árabes aliados de Washington. A situação intensifica as preocupações com a segurança marítima.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br