A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) acionou o Ministério da Educação (MEC) nesta semana por uma questão em prova para professores.
O item sugeria apostas simbólicas entre alunos como método para ensinar matemática financeira, gerando forte alerta no órgão.
A questão polêmica integrava o curso “Mais Ensino Médio”, ofertado na plataforma Avamec e destinado a docentes do ensino médio. A alternativa, considerada correta pela DPDF, indicava incentivar os estudantes a apostar valores simbólicos em sala.
Em nota, o MEC contestou a interpretação, afirmando que a resposta correta era sobre prevenção a jogos de azar. O ministério alegou que a questão visava preparar professores para educar financeiramente, alertando sobre os riscos das apostas eletrônicas.
Para a Defensoria, contudo, a mensagem transmitida é perigosa e a metodologia não se justifica. O defensor Antonio Carlos Cintra ressaltou o impacto da publicidade massiva de apostas em famílias em situação de vulnerabilidade.
Diante da repercussão, o MEC informou que o curso foi desabilitado até a conclusão da apuração. A DPDF pede a abertura de processo disciplinar para identificar o autor da questão e verificar a compatibilidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente.