As federações Conmebol e Uefa anunciaram que não vão adotar a polêmica "Lei Vini Jr.", que previa expulsão para jogadores que cobrissem a boca em discussões.
A medida da Ifab, testada na Copa do Mundo 2026, não será aplicada em torneios como Libertadores, Copa Sul-Americana e Champions League, impactando diretamente o futebol sul-americano e europeu.
A polêmica regra, aprovada pela International Football Association Board (Ifab) em abril, previa cartão vermelho para atletas que cobrissem a boca ao discutir com adversários. A motivação surgiu após o caso do brasileiro Vinicius Junior, do Real Madrid, que denunciou insultos racistas em campo.
Durante a Copa do Mundo 2026, a "Lei Vini Jr." foi aplicada em dois jogos, resultando na expulsão do paraguaio Miguel Almirón e do equatoriano Piero Hincapié, ambos por cobrir a boca em discussões.
Contudo, a Conmebol informou em 14 de julho que não implementará a medida em suas competições. A entidade classificou a norma como uma "opção de competição", permitindo que cada organizador decida sobre sua adoção.
A Uefa seguiu o mesmo caminho, anunciando em 2 de julho que a regra também não será válida em torneios europeus. A federação pontuou que cobrir a boca pode ser considerado atitude antidesportiva, passível de cartão amarelo, e não necessariamente de expulsão, dependendo da avaliação do árbitro.
Ao contrário da "Lei Vini Jr.", outras diretrizes da Ifab para combater o antijogo, como limites de tempo para cobranças de lateral e tiro de meta, foram adotadas pela Conmebol e pela Uefa. Essas visam acelerar o ritmo e reduzir o tempo perdido nas partidas.