O governo Lula acusou os Estados Unidos nesta quinta-feira (23) de manipular a pauta de direitos humanos. O objetivo seria justificar tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros.
A medida, que atinge 58 países e a União Europeia, baseia-se na alegação americana de falha no combate ao trabalho forçado. O Brasil promete retaliar e acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC).
O Planalto rebateu a acusação, enfatizando que o Brasil é signatário de 66 convenções da OIT, incluindo todos os instrumentos sobre trabalho forçado, diferentemente dos EUA, que ratificaram apenas 10. Lula defendeu a permanência na mesa de negociação, mas desafiou os americanos a provarem suas alegações.
As tarifas, já em 25% desde julho, podem chegar a 37,5% com o novo adicional de 12,5%. Apesar da sinalização de resposta via Lei de Reciprocidade, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu cautela, advertindo que "olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos".
Para amortecer o impacto no setor produtivo, o governo lançou a 3ª fase do Plano Brasil Soberano. Serão R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas brasileiras atingidas pelas taxas.
A situação segue sendo monitorada de perto pelas autoridades brasileiras.