A policial civil Daniela Cunha Moreira, de 43 anos, foi encontrada morta na sexta-feira (24) dentro do próprio carro em Iguaba Grande, após não comparecer ao trabalho. O caso chocou a Região dos Lagos e culminou na prisão da companheira da vítima e de seus pais.
As investigações apontam para um cenário de feminicídio e ocultação de cadáver. Os três foram detidos e responderão por crimes graves, enquanto o corpo de Daniela será sepultado em Araxá, Minas Gerais, cidade natal da família.
Detalhes da investigação
A ausência de Daniela no plantão da 124ª Delegacia de Polícia, em Saquarema, onde era lotada, gerou preocupação entre os colegas. Buscas foram iniciadas e, com apoio das centrais de monitoramento, o veículo da policial foi localizado.
O carro estava escondido na garagem de uma residência no bairro Cidade Nova, em Iguaba Grande. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), assumiu o caso.
Prisões e acusações
As apurações indicam que a policial foi assassinada dentro da própria casa, em Saquarema. A companheira da vítima, Catiane Clarisse de Oliveira e Souza Moreira, teria contado com a ajuda dos pais, Adilson de Oliveira e Souza e Ana Teresa Rodrigues dos Santos, para mover o corpo e tentar ocultá-lo em Iguaba Grande.
Catiane e Adilson foram autuados por feminicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e posse ilegal de arma de fogo. Ana Teresa responderá por ocultação de cadáver e fraude processual. A Polícia Civil presta apoio à família para os trâmites do traslado do corpo para Minas Gerais.
O inquérito está em fase final de conclusão, aguardando o laudo da necropsia para a confirmação oficial da causa da morte e encerramento do caso.