O atrito entre a FIFA, comandada por Gianni Infantino, e a UEFA, liderada por Aleksander Ceferin, escalou nesta semana após um novo anúncio da entidade máxima do futebol.
A FIFA propôs vender ações de uma nova empresa para gerenciar competições, incluindo a Copa do Mundo. A UEFA reagiu duramente, classificando a iniciativa como inaceitável e ameaçando boicote.
Em nota oficial, a UEFA expressou que a potencial entrada de acionistas na administração dos principais produtos da FIFA é um "cruzamento de uma linha que nunca deveria ser cruzada". A entidade europeia, que já manifestou insatisfação com a expansão do Mundial de Clubes e a proposta de 64 seleções na Copa de 2030, reforçou seu posicionamento.
Para a UEFA, "ninguém é dono do futebol" para vendê-lo, indicando uma profunda divergência de visão. O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, inclusive, já evitou a final da Copa do Mundo 2026 em protesto à gestão de Infantino, que apesar da oposição europeia, mantém forte apoio de outras federações e de figuras influentes.
O embate entre as duas maiores entidades do futebol mundial promete novos capítulos.