A Fifa confirmou nesta sexta-feira que vai manter seus planos de atrair capital privado para as operações comerciais da Copa do Mundo, apesar da forte oposição de grandes confederações do futebol.
A decisão desafia publicamente a Uefa (Europa) e a Concacaf (América do Norte, Central e Caribe), que já manifestaram sua rejeição unânime e até ameaçaram boicote aos Mundiais.
Em um comunicado de "esclarecimentos", a entidade máxima do futebol defendeu que "ninguém está vendendo o futebol", reiterando sua intenção de continuar o processo de consulta. A proposta prevê a criação de uma sociedade para gerenciar os negócios da Copa, como transmissões, patrocínios e venda de ingressos.
Na quinta-feira, a Uefa aprovou por unanimidade o boicote a futuros Mundiais caso a Fifa não recue. Pouco depois, Concacaf e AFC (Ásia) também se posicionaram contra a iniciativa do presidente Gianni Infantino, lançada após a última Copa.
Infantino assegura que os investidores privados seriam minoritários e que a receita, estimada em US$ 10 bilhões, impulsionaria o desenvolvimento global do esporte. A Fifa argumenta que o processo de consulta foi interrompido por "informações errôneas" e que todas as 211 federações membro terão a chance de votar.
A polêmica em torno do futuro financeiro do futebol mundial segue em debate.