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EUA e o Fifagate: A guinada que levou Infantino ao poder na FIFA

A influência dos Estados Unidos na reestruturação da FIFA ficou evidente após o Fifagate, escândalo global que desarticulou a antiga liderança do futebol.

As investigações do FBI, iniciadas em 2015, não só derrubaram cartolas corruptos, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin, mas também abriram caminho para Gianni Infantino assumir a presidência da entidade.

A forte atuação americana, com o Departamento de Justiça denunciando subornos e fraudes em larga escala, desmantelou a cúpula da FIFA, forçando a renúncia de Joseph Blatter. Infantino, então braço direito de Michel Platini, emergiu como sucessor, sendo eleito em 2016.

Essa nova relação entre a entidade máxima do futebol e os EUA ficou clara em tentativas de alianças comerciais e, principalmente, na escolha da sede da Copa do Mundo de 2026. Após a polêmica perda para o Catar em 2022, onde os EUA também disputavam a candidatura, a chapa tripla de Estados Unidos, México e Canadá foi eleita para sediar o próximo Mundial.

O episódio do Fifagate e suas consequências reafirmaram a influência dos Estados Unidos no cenário do futebol global, moldando a direção da entidade e consolidando uma parceria estratégica com a gestão Infantino. A relação entre a FIFA e os EUA segue forte, com a próxima Copa do Mundo de 2026 marcando a consolidação dessa aliança.

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