Novo museu e estação histórica abrem em Rio Bonito, valorizando raízes e a contribuição de diferentes povos.
Rio Bonito ganhou neste domingo (2) um importante marco cultural: o Museu da Ancestralidade e a revitalizada Estação Ferroviária, inaugurados pela Prefeitura.
Os espaços prometem resgatar a memória local, fortalecendo a cultura e valorizando as origens da cidade, incluindo a história de famílias e povos escravizados.
Instalado na antiga estação, ao lado do Terminal Rodoviário, o Museu da Ancestralidade propõe um olhar amplo sobre a formação de Rio Bonito. Ele aborda a trajetória de famílias construtoras e, de forma inédita, resgata a história de homens e mulheres escravizados e seus descendentes.
Durante a cerimônia, o prefeito Marcos Abrahão frisou que a entrega representa um compromisso com a preservação da memória. "Um povo que conhece sua história constrói um futuro muito mais sólido", destacou, enfatizando a importância de valorizar as raízes da cidade para as próximas gerações.
O museu também abriga o Centro Cultural Aliomar Guimarães Leite, uma homenagem ao artista conhecido como Baianinho. Nascido na Bahia, ele construiu sua relevante trajetória em Rio Bonito, tornando-se referência cultural e tendo seu legado eternizado no novo espaço.
A Estação Ferroviária, por sua vez, foi reinaugurada e integra agora o circuito histórico e cultural. O local exibe uma locomotiva de 1846 aberta à visitação, reforçando o papel crucial da ferrovia no desenvolvimento de Rio Bonito.
Para Dawson Nascimento, diretor e coordenador do Museu, o equipamento visa conectar a população às suas origens. Ele reforça que "conhecer a história de quem veio antes de nós é compreender o presente e inspirar os caminhos que queremos seguir".
A solenidade reuniu moradores, autoridades e familiares, celebrando a ampliação do acesso à história do município. O Museu da Ancestralidade estará aberto de segunda a sábado, das 8h às 17h, recebendo estudantes e visitantes.