Nesta quarta-feira (5), o Rio de Janeiro completa dez anos da abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, e o legado das arenas no Parque Olímpico da Barra da Tijuca ainda divide opiniões.
Enquanto parte das estruturas ganhou nova vida com concessões à iniciativa privada, outras enfrentam obras, atrasos e desafios de manutenção, gerando questionamentos sobre a promessa de uso contínuo.
Concessões e Desafios nas Arenas
O Parque Olímpico, coração da Rio-2016, ainda busca um modelo de gestão definitivo. A Rock World, empresa por trás de grandes festivais, assumiu a Arena Carioca 1, o Centro Olímpico de Tênis e o Velódromo em uma concessão de 20 anos.
A expectativa é que a empresa garanta a vocação esportiva e evite a subutilização, mas imagens recentes mostram marcas de sujeira em algumas arenas. O Velódromo, inclusive, passa por obras após um incêndio no teto em abril.
A Arena Carioca 1, que já recebeu eventos esportivos importantes e a final do CBLOL, e o Velódromo, que abriga o Museu Rio Olímpico, buscam consolidar sua agenda. O Centro de Tênis, palco onde Andy Murray se sagrou bicampeão, teve uso irregular nos últimos anos, mas há esperança de maior atividade.
O Futuro da Arena Carioca 2 como Campus
Outra estrutura importante, a Arena Carioca 2, está sendo adaptada para se tornar um campus do Instituto Federal (IFRJ). O projeto, que visa atender à comunidade da Cidade de Deus, enfrenta atrasos.
Com investimento federal de R$ 11,6 milhões para reforma e R$ 10 milhões para equipamentos, a obra está em 58% e tem previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2027. Apesar do atraso, a autorização para a oferta de cursos já foi emitida.
A situação das estruturas segue sendo monitorada de perto, em busca de um legado duradouro e funcional para a cidade.