O casal Larissa Monteiro da Costa e Bruno Lucas Ribeiro da Silva virou réu, nesta quarta-feira (5), após ser acusado de matar e enterrar o próprio filho recém-nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Eles estão presos preventivamente e responderão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O crime teria sido motivado pela rejeição ao bebê e pela intenção de evitar as responsabilidades da paternidade.
A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) detalha que a criança foi asfixiada logo após o parto. Em seguida, Bruno e Larissa teriam agido em conjunto para ocultar o corpo.
O bebê foi colocado em sacolas plásticas, envolto em uma camiseta, e enterrado nos fundos do terreno da residência. Segundo o MPRJ, a ação buscou impedir a localização e dificultar a descoberta do homicídio.
O caso veio à tona depois que Larissa Monteiro passou mal e procurou atendimento médico. Uma profissional de saúde identificou sinais de parto recente e acionou as autoridades.
Em depoimento à Polícia Civil, ambos os pais confirmaram a autoria do crime. A motivação apontada foi a rejeição ao recém-nascido e o desejo de fugir dos deveres parentais.
O MPRJ enquadrou o crime como homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia e cometido contra menor de 14 anos. O casal também é acusado de ocultação de cadáver.
Larissa e Bruno permanecem em prisão preventiva. O processo está em fase inicial, garantindo-lhes o direito ao contraditório e à ampla defesa.