Quatro pessoas perderam a vida para a febre maculosa no Rio de Janeiro até 9 de agosto deste ano. O estado já soma 14 casos confirmados da doença.
As mortes foram registradas em São Fidélis, Itaperuna e Campos dos Goytacazes, todas cidades do Norte e Noroeste Fluminense, acendendo um alerta nessas regiões. Um dos casos mais recentes em São Fidélis envolveu um veterinário de 30 anos.
Contexto e Letalidade da Doença
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) confirmou os dados mais recentes. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que, com os 14 casos notificados até o momento, a taxa de letalidade da febre maculosa neste ano é de 28% no Rio de Janeiro.
O Ministério da Saúde registra mais de 3 mil casos da doença em todo o país na última década. No estado do Rio, a Fiocruz alerta que a maior incidência da febre maculosa costuma ocorrer entre julho e novembro, especialmente em cidades do Norte e Noroeste Fluminense, como Campos, Italva, Itaperuna, Macaé e Porciúncula.
Em anos anteriores, o estado também lidou com números expressivos. Em 2023, foram 33 casos confirmados e 14 mortes. Já em 2022, registrou-se 46 casos e 19 óbitos pela doença.
Reconheça os Sintomas e a Transmissão
A febre maculosa é uma infecção bacteriana transmitida pela picada de carrapatos infectados, especialmente o carrapato-estrela. A doença é causada por bactérias do gênero Rickettsia, com diferentes tipos presentes no Brasil.
Os sintomas iniciais, muitas vezes confundidos com gripe ou dengue, incluem febre alta, dor de cabeça intensa e dores no corpo. A partir do terceiro dia, manchas avermelhadas podem começar a aparecer, principalmente nas palmas das mãos e solas dos pés.
A pesquisadora da Fiocruz, Elba Lemos, enfatiza a gravidade da doença. Após o quinto dia, o quadro pode piorar rapidamente, tornando-se irreversível sem tratamento adequado. Ela ressalta a importância do diagnóstico e tratamento imediatos, antes mesmo da confirmação laboratorial.
“As mortes por febre maculosa são por falta ou atraso no diagnóstico. Os médicos, principalmente os destas regiões, têm que estar alertas à febre maculosa e começar o tratamento imediatamente”, afirmou Elba Lemos, sublinhando a urgência.
A situação segue sendo monitorada pelas autoridades de saúde, que reforçam a necessidade de atenção aos sintomas e à prevenção em áreas de risco por todo o estado.