Um juiz federal dos Estados Unidos classificou como "falso" o dado de imigração usado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para prender Filipe Martins em 2024.
Essa informação foi um dos pilares para a prisão preventiva do ex-assessor de Bolsonaro, que passou quase seis meses detido por suposto risco de fuga.
A revelação, inicialmente divulgada pela Folha de S.Paulo, mostra que o juiz Gregory A. Presnell não apenas desmentiu o registro, mas exigiu que autoridades americanas apresentem documentos e comunicações internas. O objetivo é esclarecer como a informação incorreta foi inserida no sistema e identificar os responsáveis pela falha.
Anteriormente, uma auditoria conduzida pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) dos EUA já havia confirmado o erro. A agência admitiu oficialmente que Filipe Martins não ingressou no país na data registrada (final de 2022), reconhecendo uma grave falha em seu sistema.
Desde o início do processo, a defesa de Filipe Martins sempre sustentou que ele jamais embarcou no voo presidencial para os EUA. Para comprovar, anexou extratos bancários de compras no Brasil, dados de geolocalização do celular e confirmação da Latam de um voo doméstico nacional em 31 de dezembro de 2022.
Diante das evidências apresentadas pela defesa e de um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória a Martins em agosto de 2024. O ex-assessor permaneceu detido por quase seis meses antes da decisão.
A prisão preventiva de Martins, cumprida em fevereiro de 2024, foi decretada após a Polícia Federal identificar um registro de sua suposta entrada nos EUA em 30 de dezembro de 2022. Como o sistema de fronteiras do Brasil não tinha registro de seu retorno, Moraes concluiu haver risco de fuga, em meio às investigações sobre uma suposta trama golpista.
O caso segue repercutindo e em apuração, com a Justiça americana buscando mais detalhes sobre a origem da informação equivocada.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br