O Rio de Janeiro enfrentou um prejuízo de R$ 850 mil nos últimos 18 meses devido a furtos e vandalismo em seus monumentos. O valor, bancado pela Secretaria de Conservação, representa quase um terço do orçamento da pasta.
Essa cifra alarmante destaca o desafio contínuo de preservar o patrimônio público, desviando recursos que poderiam ser investidos em novas melhorias para a cidade.
A situação se agrava: em 2025, foram 17 casos de danos registrados. Neste ano, até julho, o número já atingiu 15, mostrando a recorrência do problema. A cidade tem 1.150 monumentos sob responsabilidade da prefeitura.
Entre os alvos preferenciais, a famosa estátua de Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana, já teve os óculos furtados 13 vezes desde 2002. Um prejuízo que se repete ao longo dos anos.
Outro ícone, a estátua de Noel Rosa, em Vila Isabel, precisou de nove reparos, sendo três apenas no ano passado. Atualmente, a peça está em manutenção após mais um ato de vandalismo.
O Monumento ao General Osório, na Praça XV, também soma nove intervenções. Em 2026, relógios, bustos e homenagens a personalidades como Cazuza e Sérgio Vieira de Mello foram atacados.
O secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, lamenta que 30% da verba para monumentos seja usada em reparos. Ele defende o uso de reconhecimento facial para identificar e punir os responsáveis, diminuindo a impunidade.
Mesmo após uma revitalização de R$ 1,7 milhão concluída em julho, os Arcos da Lapa continuam alvo. Desde 2022, o monumento teve 34 ações de manutenção para remover pichações, sendo 13 só em 2023.
A prefeitura espera que a tecnologia ajude a frear esses ataques. A situação segue sendo monitorada, enquanto a busca por soluções eficazes continua.