O candidato à Presidência da República Renan Santos (partido Missão) defendeu, em entrevista à TV Globo, propostas polêmicas para o Brasil: armas atômicas e o modelo de segurança pública de El Salvador.
As declarações acendem o debate sobre soberania nacional, segurança pública e os limites das ações do Estado, especialmente ao cogitar regimes excepcionais.
Santos argumenta que o armamento nuclear elevaria a soberania e o peso internacional do Brasil, sugerindo a saída do Tratado de Não Proliferação. A Constituição brasileira, contudo, restringe atividades nucleares a fins pacíficos.
Para a segurança, defendeu medidas similares às do presidente Nayib Bukele em El Salvador, incluindo regime de exceção em áreas dominadas pelo crime. Embora o modelo reduza a criminalidade, é alvo de denúncias de violações de direitos humanos, as quais Renan minimizou.
Ele ainda afirmou que policiais deveriam "atirar para matar" em assaltos, declarando: "O sangue que tem que jorrar não é o do inocente, é o do bandido". Concluiu defendendo "uma guerra contra o crime organizado" no país.
As propostas do candidato seguem em destaque no cenário político nacional.