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Esporte reage contra corte de R$ 500 milhões no Senado

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) e um grupo de ex-atletas de renome pressionam o Senado Federal para evitar um corte de R$ 500 milhões nas verbas do esporte, provenientes de apostas esportivas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que propõe essa redução, deve ser votada nesta quarta-feira.

A mudança, já aprovada na Câmara dos Deputados, diminui o repasse de dinheiro das chamadas "bets" para entidades esportivas, realocando-o para a segurança pública. O COB alerta que a medida pode causar um impacto severo no desenvolvimento do esporte nacional e na preparação de atletas para futuras competições.

O financiamento em questão é estabelecido por lei e direciona 12% da arrecadação das apostas esportivas para áreas sociais, incluindo educação, saúde e esporte. A PEC da Segurança Pública reduziria a fatia do esporte para 8,4%, destinando 4,5% adicionais aos fundos de segurança, além de um repasse à Polícia Federal.

Para o presidente do COB, Marco La Porta, a proposta não é barrar a PEC, mas retirar o inciso que afeta o esporte. Ele sugere uma alternativa: realocar 5% dos custos operacionais das próprias empresas de apostas. A senadora e ex-jogadora de vôlei Leila Barros (PDT) já apresentou uma emenda com essa solução.

O relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Rogério Carvalho (PT-SE), indicou que apresentará um relatório favorável ao texto atual. No entanto, uma comitiva do COB, com nomes como Lars Grael, Magic Paula e Emanuel Rego, chega a Brasília nesta segunda-feira para negociar diretamente com os senadores.

A votação no Senado definirá o futuro de parte importante do financiamento esportivo no país.

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