A Ponte Preta enfrenta um cenário desolador com uma profunda crise financeira e greve de jogadores, ameaçando o futuro do tradicional clube no futebol nacional.
Com dívidas milionárias e salários atrasados por meses, a equipe vê a Série C se tornar uma dura realidade, menos de um ano após conquistar o título da divisão.
O clube, lanterna da Série B, acumula apenas 10 pontos em 25 jogos. A probabilidade de queda para a terceira divisão é altíssima, estimada em 99,994% pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O endividamento da Ponte subiu 55% desde 2017, atingindo R$ 239,8 milhões em 2025.
Em resposta aos atrasos salariais e direitos de imagem – que chegam a sete meses em alguns casos – os jogadores iniciaram uma greve. Eles paralisaram tanto os treinos quanto os jogos, expressando a insegurança com a atual diretoria.
As dificuldades financeiras também geraram “transfer bans” da Fifa e da CNRD, impedindo a inscrição de 11 reforços que poderiam ajudar o time na Série B. Essa situação levou o técnico Márcio Zanardi a pedir demissão por falta de condições de trabalho.
Apesar do caos, a gestão da Ponte Preta vê na transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) uma possível saída, com uma proposta que injetaria R$ 1,1 bilhão no clube. Contudo, a ideia enfrenta resistência e obstáculos judiciais para a sua aprovação.
A situação segue sendo monitorada, com o clube buscando soluções para a crise que afeta seu desempenho em campo e sua credibilidade.