A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos nesta terça-feira (1º), formalizando uma nova frente contra o crime na cidade.
A iniciativa visa coordenar ações preventivas e de enfrentamento, buscando estancar os prejuízos milionários que afetam semáforos e iluminação pública.
O problema é grave: furtos de cabos e equipamentos semafóricos custaram R$ 2,8 milhões aos cofres municipais só no primeiro semestre, segundo levantamento do g1. Desde 2021, o rombo acumulado já atinge R$ 26,6 milhões.
O Núcleo Integrado fará a ponte entre órgãos municipais e estaduais, com coordenação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop). Envolve Guarda Municipal, Força Municipal, Rioluz e CET-Rio para quebrar a cadeia criminosa.
Entre as ações, estão a desapropriação de terrenos no Sampaio, Zona Norte, e intensificação da fiscalização em estabelecimentos suspeitos. Uma estratégia inovadora é a substituição por "cabos laranja" sem valor comercial, contendo cobre em quantidade mínima para desestimular furtos.
A primeira etapa dessa mudança começou na Zona Norte, abrangendo Grande Tijuca e Grande Méier, regiões que concentram 25% dos furtos de semáforos. O investimento inicial de R$ 1,95 milhão prevê ainda caixas sem valor de revenda, garras antifurto e concretagem de passagens.
Os furtos não afetam só semáforos. A RioLuz registrou mais de 95 mil ocorrências e 1,8 mil quilômetros de cabos furtados desde 2021. O diretor-presidente, Rodolfo Maldonado, calcula um prejuízo de R$ 42 milhões apenas para a iluminação pública.
As autoridades seguem empenhadas na implementação das novas medidas, buscando garantir a funcionalidade da infraestrutura urbana e a segurança da população.