A Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou recentemente uma reforma constitucional proposta pelo presidente Daniel Ortega. A medida proíbe partidos de oposição de disputar eleições e amplia o mandato presidencial.
A iniciativa, que estende mandatos de seis para sete anos, gerou forte reação de governos da região e organismos internacionais, sendo vista como uma tentativa de consolidar o poder de Ortega.
A lei impede candidaturas de quem o regime classifica como "golpista" e "traidor da pátria", incluindo opositores exilados ou quem "menoscabar a independência" do país.
Essa alteração ocorre semanas após Ortega declarar publicamente que "não voltará a haver eleições" na Nicarágua. No poder há quase duas décadas e cumprindo seu quarto mandato, Ortega é um dos líderes mais longevos da América.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou reunião urgente. Países como Brasil e EUA, além da União Europeia e da ONU, manifestaram preocupação e rejeição à medida.
A crise política no país, que remonta a 2018, segue sendo monitorada pela comunidade internacional.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br