Um grupo influente de ex-ministros, juristas e empresários assinou neste domingo (13) uma carta pedindo ampla transparência ao Supremo Tribunal Federal (STF), em apoio ao ministro Edson Fachin.
O manifesto aponta a "mais grave crise" da Corte e exige apuração rigorosa de denúncias. Pede-se que a sessão plenária de terça (15) seja pública, para debater conexões de ministros.
A carta, com 198 assinaturas, inclui nomes como Pedro Malan e Armínio Fraga. O objetivo é reforçar a necessidade de recuperar a confiança nas instituições brasileiras.
O documento cobra "a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações" que vieram a público. A transparência é crucial para preservar a democracia.
Também são defendidas reformas institucionais urgentes. Elas visam fortalecer a colegialidade, garantir imparcialidade e prevenir conflitos de interesse dentro do STF.
A crise se acentuou após a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento revelou contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de outras relações.
Em resposta, Fachin assumiu a condução do caso, retirando Moraes da relatoria do inquérito e agendando a sessão para análise do relatório.
A manifestação ocorre às vésperas da sessão crucial, reforçando a pressão por clareza e responsabilização. A situação no STF segue sendo monitorada.